A perda de peso acelerada, especialmente quando associada a uma dieta muito restritiva, pode comprometer a força e a preservação da massa muscular. Por isso, além de acompanhar a redução da gordura, é importante observar mudanças na capacidade de realizar movimentos e tarefas do dia a dia.
Subir escadas, levantar-se de uma cadeira, agachar, carregar objetos e executar determinados exercícios podem exigir mais esforço quando há redução rápida de peso. A explicação é da fisioterapeuta Thainá Messias, da Pure Pilates.
A musculatura do abdômen, da lombar, dos glúteos, do quadril e da pelve participa da sustentação e do controle dos movimentos. Manter a força dessas regiões contribui para a funcionalidade e a autonomia durante o emagrecimento.
Fraqueza não indica necessariamente dor
A redução da força muscular não significa, obrigatoriamente, que a pessoa terá dor lombar. “A dor pode ter diferentes causas e precisa ser avaliada individualmente”, afirma Thainá.
A fisioterapeuta também esclarece que não há relação direta entre emagrecer rapidamente e desenvolver hérnia de disco. A condição pode estar ligada a fatores como idade, genética e alterações naturais da coluna ao longo da vida.
Por isso, durante a perda de peso, os exercícios devem ser adaptados à condição física de cada pessoa. O foco principal é preservar a força e manter a segurança durante os movimentos.
Como o pilates pode contribuir
O pilates trabalha o corpo de forma global e pode auxiliar no fortalecimento muscular, no controle dos movimentos e na estabilidade. A prática também estimula equilíbrio, mobilidade, coordenação e consciência corporal, além de envolver regiões como abdômen, lombar, glúteos, quadril e pelve.
A frequência deve ser definida individualmente. Para muitas pessoas, praticar pilates de duas a três vezes por semana pode ajudar no desenvolvimento da força e do controle corporal durante o processo de emagrecimento.
A preservação da musculatura também depende de alimentação adequada, ingestão suficiente de proteínas, descanso e recuperação.
Sinais que exigem avaliação
Queda significativa de força, cansaço acima do habitual ou dificuldade para executar atividades antes realizadas com facilidade são sinais que merecem atenção. Dor persistente, formigamento, alterações de sensibilidade e perda importante de força também devem ser investigados por um profissional.
“Emagrecer não significa apenas ver o número da balança diminuir”, diz Thainá. Para a fisioterapeuta, é necessário acompanhar também a força, a qualidade dos movimentos e a capacidade de manter as atividades cotidianas com segurança e autonomia.









