O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) protocolou nesta terça-feira, 8, uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar se a campanha de Augusto Cury (Avante) ampliou artificialmente seu alcance nas redes sociais. O pedido também envolve o candidato a vice, Júlio Delgado.
Na ação, Otoni de Paula afirma que a candidatura pode ter cometido abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. O deputado cita indícios de mecanismos usados para aumentar artificialmente a audiência e o engajamento digital, elevando a exposição de Cury na disputa eleitoral.
Entre as suspeitas listadas estão a aquisição artificial de seguidores, a produção coordenada de engajamento e o eventual uso de sistemas automatizados ou fazendas de cliques. Esses recursos poderiam ser empregados para gerar tráfego, seguidores, interações ou buscas, conforme a argumentação apresentada ao TSE.
A campanha de Augusto Cury ganhou visibilidade após o debate da Bandeirantes e a divulgação de conteúdos por influenciadores nas redes sociais. Uma pesquisa da Realtime Big Data, divulgada na terça, 1º de setembro, perguntou aos entrevistados se havia algum candidato em quem pensavam votar, mas que ainda precisavam conhecer melhor.
Regras para influenciadores
Na consulta, cerca de 38% responderam que sim. Augusto Cury foi indicado por 12%, enquanto Renan Santos apareceu com 10%, Ronaldo Caiado com 5% e Zema com 4%.
A legislação permite manifestações espontâneas de apoio a candidatos nas redes sociais. A contratação ou remuneração de influenciadores para fazer propaganda eleitoral, porém, é submetida a regras, assim como o impulsionamento e a monetização de conteúdo político.
A assessoria de Augusto Cury negou ter contratado ou remunerado influenciadores para divulgar conteúdos de apoio ao candidato.








