Política

Treino sem tênis exige avaliar exercício, lesões e segurança do ambiente

Médico do Exercício e do Esporte explica quando ficar descalço pode fazer sentido e por que a prática não deve ser copiada automaticamente.

Treino sem tênis exige avaliar exercício, lesões e segurança do ambiente

Virgínia Fonseca chamou atenção ao aparecer fazendo musculação sem calçados, o que levantou dúvidas sobre os possíveis efeitos de treinar descalço. A escolha pode favorecer a percepção do apoio dos pés em alguns exercícios de força, mas não é adequada para todas as pessoas ou modalidades.

O médico do Exercício e do Esporte Guilherme Moury Fernandes explica que a decisão depende do movimento realizado, do objetivo do treino e das características de quem pratica. Em exercícios como agachamentos e levantamento terra, uma base mais firme pode contribuir para o controle do movimento. Isso não significa, porém, que retirar o tênis torne qualquer atividade mais eficiente.

O tipo de exercício importa

A escolha do calçado precisa considerar as exigências de cada atividade. Corridas, saltos e movimentos com deslocamento submetem pés, tornozelos e outras articulações a demandas diferentes das observadas em exercícios de força. Por isso, uma estratégia usada em determinado movimento não deve ser aplicada ao treino inteiro.

O modelo do tênis também pode influenciar a estabilidade. Calçados muito macios ou com amortecimento elevado podem oferecer uma base menos firme em alguns exercícios de musculação. Por esse motivo, algumas pessoas optam por treinar descalças ou usar modelos com solado mais estável.

Histórico individual e proteção

Antes de abandonar o calçado, é necessário considerar histórico de lesões, mobilidade, anatomia dos pés e capacidade de adaptação. O fato de outra pessoa conseguir executar um movimento sem tênis não indica que a mesma escolha seja apropriada para todos.

Treinar descalço também não fortalece automaticamente os pés nem previne lesões. Dependendo da pessoa e do exercício, a prática pode trazer benefício, não alterar o resultado ou aumentar a sobrecarga. A progressão deve respeitar a capacidade individual.

Além da biomecânica, o ambiente da academia precisa ser levado em conta. O tênis protege os pés em um espaço com pesos, equipamentos e circulação de pessoas. Assim, mesmo que certo exercício possa ser feito sem calçados, as condições de segurança do local devem ser avaliadas.

Cuidado ao reproduzir vídeos

Vídeos publicados nas redes sociais mostram apenas parte da rotina e não necessariamente revelam avaliações, planejamento ou adaptações feitas para aquela pessoa. Guilherme Moury Fernandes afirma: “O que funciona para uma pessoa não deve ser automaticamente reproduzido por outra”.

A escolha entre tênis e pés descalços deve considerar o exercício, a finalidade do treino e as condições individuais. Para o médico, a prioridade é encontrar uma opção que combine segurança e eficiência para quem está praticando.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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