Saúde

Uso prolongado de tadalafila é associado a maior risco de glaucoma

Pesquisa com 73.854 homens identificou maior frequência de glaucoma e outras alterações oculares entre usuários do medicamento.

Uso prolongado de tadalafila é associado a maior risco de glaucoma

Um estudo associou o uso prolongado de tadalafila a uma maior frequência de glaucoma. A pesquisa, publicada em 4 de agosto na revista British Journal of Ophthalmology, analisou dados de 73.854 homens com 40 anos ou mais e identificou um risco 22% maior de diagnóstico da doença entre os usuários do medicamento.

Os dados estavam disponíveis na TriNetX, uma rede global de pesquisa em saúde e plataforma de dados clínicos. Metade dos participantes havia recebido prescrição de tadalafila ou de outro remédio da mesma classe, principalmente para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. O restante não utilizava medicamentos desse grupo.

Os pesquisadores acompanharam os homens por até cinco anos e compararam a ocorrência de glaucoma, hipertensão ocular e início de tratamentos para a doença. A análise considerou idade, etnia, tabagismo, transtornos relacionados ao consumo de álcool, medicamentos em uso e condições de saúde preexistentes.

Resultados e limitações

A incidência acumulada de glaucoma foi de aproximadamente 3,93% entre os usuários de tadalafila, contra 3,16% no grupo de comparação. A hipertensão ocular apareceu 32% mais vezes entre os usuários. Já o glaucoma primário de ângulo aberto, forma mais comum da doença, e o início de tratamento contra o glaucoma foram 33% mais frequentes.

A tadalafila faz parte dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5i), grupo que também inclui sildenafil, vardenafil e avanafil. Uma hipótese é que esses medicamentos alterem a circulação sanguínea nos olhos e afetem o nervo óptico. No entanto, ainda não há mecanismo comprovado para explicar a associação, e não é possível afirmar que cada dose aumente a pressão intraocular.

Por ser observacional e retrospectivo, o estudo não prova que a tadalafila cause glaucoma. Os pesquisadores também não acompanharam mudanças nas prescrições nem souberam exatamente como os remédios foram usados. Além disso, os participantes eram homens com 40 anos ou mais e sintomas urinários, e a maior parte era branca. Assim, os resultados não podem ser aplicados automaticamente a homens mais jovens que usam o medicamento ocasionalmente para disfunção erétil.

Os autores não recomendam interromper a tadalafila por conta própria. Para quem usa o medicamento por períodos prolongados, especialmente pessoas com fatores de risco, eles destacam a importância de avaliação oftalmológica inicial e acompanhamento regular. Entre os grupos que podem exigir atenção estão aqueles com glaucoma ou hipertensão ocular, histórico familiar da doença ou alta miopia.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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