O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a soltura de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A prisão preventiva, mantida desde dezembro do ano passado, foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão foi tomada no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo aposentadorias e benefícios de aposentados. Romeu também está proibido de deixar o Brasil sem autorização judicial, e o passaporte continuará retido.
A Polícia Federal afirma que ele atuava nas empresas ligadas ao pai como operador administrativo. Conforme os investigadores, essas empresas movimentavam valores provenientes das fraudes e faziam repasses a pessoas e entidades relacionadas a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Romeu ainda é apontado como participante de operações de lavagem de dinheiro e da criação de empresas de fachada.
Ex-ministro deixa de usar tornozeleira
Na terça, 8, André Mendonça determinou o fim da tornozeleira eletrônica de Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, identificado também como José Carlos Oliveira. Ex-ministro do Trabalho de Jair Bolsonaro e ex-presidente do INSS, ele deverá entregar o passaporte em até 24 horas e não poderá deixar o país nem manter contato com outros alvos da investigação.
A medida atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A instituição considerou que Ahmed não havia apresentado conduta capaz de prejudicar as apurações. Preso em novembro do ano passado, ele é apontado pela Polícia Federal como relevante para a manutenção e o encobrimento do esquema de cobranças indevidas do INSS.
As investigações identificam Ahmed pelos codinomes “Yasser” e “São Paulo”. Uma planilha de fevereiro de 2023 registra repasse de R$ 100 mil ligado a ele. Também há indícios de fraudes entre março e dezembro de 2022, quando chefiava a pasta da Previdência.
Em depoimento à CPI do INSS, em setembro do ano passado, Ahmed negou as acusações: “Não sou contra isso. É que a gente não pode generalizar nem pré-criminalizar as pessoas”.








