Saúde

Baixa visão infantil exige avaliação e intervenção desde os primeiros sinais

O diagnóstico precoce pode apoiar o desenvolvimento motor, cognitivo, social e a autonomia de crianças com baixa visão.

Baixa visão infantil exige avaliação e intervenção desde os primeiros sinais

A identificação precoce da baixa visão na infância foi defendida pela oftalmologista Maria de Fátima Neri durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026). Segundo a médica, a perda visual nos primeiros anos pode prejudicar o aprendizado e afetar o desenvolvimento motor, cognitivo e social, além da comunicação e da autonomia.

A condição não deve ser avaliada apenas pela acuidade visual. Também é necessário verificar como a criança usa a visão remanescente, quais tarefas consegue realizar e de que maneira a alteração interfere na rotina. “A baixa visão pode comprometer a percepção visual, a exploração do ambiente, o desenvolvimento motor, a aprendizagem, a comunicação, a autonomia e a participação dessa criança no mundo”, afirmou Maria de Fátima.

Entre as causas citadas estão retinopatias associadas à sífilis, à toxoplasmose e ao citomegalovírus; catarata e glaucoma congênitos; alterações do nervo óptico; albinismo; distrofias hereditárias da retina; alta miopia; doenças neurológicas; deficiência visual cortical ou cerebral; e prematuridade.

A oftalmologista orientou que a família observe sinais como dificuldade para seguir objetos, pouca fixação dos olhos, aproximação exagerada para enxergar, tropeços recorrentes, problemas em locais com pouca luz, fotofobia, dificuldade para identificar pessoas e objetos e atraso no desenvolvimento sem causa definida.

O acompanhamento pode reunir estimulação visual funcional, recursos ópticos e não ópticos, tecnologia assistiva, orientação e mobilidade, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e orientação familiar. Para Maria de Fátima, a intervenção rápida amplia as possibilidades de aproveitar a visão residual e criar estratégias para o futuro. “Encaminhar precocemente uma criança com baixa visão não é apenas tratar a visão; é proteger o desenvolvimento, a autonomia e o futuro dela”, disse.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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