Economia

Como preservar um prêmio de R$ 100 milhões e viver dos rendimentos

Aplicações conservadoras podem gerar de R$ 650 mil a mais de R$ 900 mil por mês, mas a inflação exige reinvestimento e diversificação.

Como preservar um prêmio de R$ 100 milhões e viver dos rendimentos

Um patrimônio de R$ 100 milhões pode proporcionar renda mensal elevada, mas retirar todos os rendimentos não garante a preservação do poder de compra. A inflação reduz, ao longo dos anos, o que esse valor consegue comprar em imóveis, serviços e produtos.

Na poupança, quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a remuneração é de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial. Com taxas recentes entre 0,65% e 0,67% ao mês, o rendimento estimado para R$ 100 milhões fica entre R$ 650 mil e R$ 670 mil mensais. Para pessoas físicas, esse ganho é isento de Imposto de Renda.

A modalidade tem liquidez e operação simples, mas o crédito ocorre na data de aniversário de cada depósito. Se o dinheiro for retirado antes desse momento, a remuneração correspondente é perdida. Também há risco de concentração quando todo o patrimônio fica em uma única instituição.

Com a Selic em 14% ao ano, uma aplicação que acompanhe integralmente essa taxa produziria cerca de R$ 14 milhões brutos em 12 meses. Pela taxa mensal equivalente, o resultado seria próximo de R$ 1,1 milhão antes dos impostos. Em investimentos de renda fixa tributável, o valor disponível depende do prazo de permanência, porque a alíquota indicada diminui com o tempo.

Gastar somente os juros manteria, em termos nominais, os R$ 100 milhões aplicados. Porém, para conservar o patrimônio em termos reais, seria necessário reinvestir parte dos ganhos. Uma retirada de R$ 900 mil todos os meses, por exemplo, poderia ser substituída por um valor menor, ajustado pela inflação. O limite sustentável dependeria da rentabilidade líquida, dos custos, dos impostos e da variação dos preços.

Entre as alternativas para estruturar a carteira estão títulos públicos ligados à Selic, voltados à reserva de liquidez; títulos corrigidos pelo IPCA, para proteção contra a inflação; CDBs de instituições diferentes; LCIs e LCAs isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas; fundos de renda fixa com taxas de administração reduzidas; e investimentos internacionais para diversificação cambial.

O Fundo Garantidor de Créditos não cobre integralmente uma aplicação de R$ 100 milhões. Por isso, é necessário avaliar emissores, vencimentos e liquidez. Planejador financeiro, contador e advogado podem auxiliar na organização dos investimentos, da sucessão, dos impostos e da proteção patrimonial.

Com retiradas controladas e uma carteira diversificada, o patrimônio poderia sustentar um padrão de vida elevado sem consumir o valor principal. Conforme as taxas e a tributação de cada período, a renda mensal pode variar de cerca de R$ 650 mil na poupança a mais de R$ 900 mil líquidos em aplicações conservadoras.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5