Economia

Investidores experientes ampliam presença nos fundos imobiliários

Pesquisa mostra avanço de cotistas com mais de cinco anos de atuação e maior concentração de recursos aplicados em FIIs.

Investidores experientes ampliam presença nos fundos imobiliários

A participação de investidores com mais de cinco anos de atuação em fundos imobiliários (FIIs) aumentou de 13% em 2020 para 60% em 2026, enquanto a parcela de iniciantes, com até um ano no segmento, caiu de 36% para 4%. Os dados são da Pesquisa de Perfil do Investidor de Fundos Imobiliários, realizada pela Brain Inteligência Estratégica, pelo Clube FII e pela Tree Inteligência Financeira.

O levantamento foi feito em junho de 2026 com investidores da base do Clube FII. O estudo também identificou crescimento no volume de recursos aplicados: a fatia de cotistas com mais de R$ 500 mil investidos aumentou 37% entre outubro de 2024 e junho de 2026 e chegou a 37% do total. Outros 32% informaram ter entre R$ 100 mil e R$ 500 mil em FIIs.

Renda e planejamento de longo prazo

Mesmo com a Selic em 14,50% ao ano, os fundos imobiliários aparecem associados à geração de renda recorrente e à formação de patrimônio. O fluxo mensal de renda foi apontado por 94% dos participantes como o principal motivo para permanecer no segmento. A isenção de Imposto de Renda sobre os proventos foi citada por 77%, enquanto 52% destacaram a exposição ao mercado imobiliário sem a burocracia de um imóvel físico.

Para 97% dos respondentes, os FIIs são parte da estratégia de aposentadoria. A diversificação também aumentou: a média passou de 9,7 fundos por carteira em 2020 para 18 atualmente, uma alta de 84,5%.

Fabio Tadeu Araújo, CEO da Brain, afirmou que os investidores apresentam diferenças de patrimônio, conhecimento e objetivos. “O investidor que aplica um valor mais baixo busca rentabilidade”, disse.

A gestão direta das próprias posições é predominante. Segundo a pesquisa, 97% dos participantes administram os investimentos sem assessor ou gerente bancário. Araújo atribuiu essa escolha ao custo dos serviços e à simplicidade das operações com FIIs.

Preferências e percepção de risco

Os fundos de recebíveis imobiliários estão presentes em 67% das carteiras e têm 67% de atratividade para novos aportes. Os galpões logísticos aparecem em 66% das carteiras e lideram a intenção de investimento, com 75%. Na sequência estão os fundos híbridos, com 57%, os shopping centers, com 55%, as lajes corporativas, com 52%, e os fundos de fundos, com 28%.

Entre as gestoras, a Kinea Investimentos foi citada por 63% dos participantes, seguida por BTG Pactual, com 30%; Pátria, com 29%; XP, com 16%; e Hedge/CSHG, com 13%. Os fundos mais frequentes foram XPML11, presente em 23% das carteiras; BTLG11, em 21%; e TRXF11, em 18%.

A percepção de risco político aumentou. O percentual de cotistas que apontam o ambiente político como fator de forte redução da disposição para investir passou de 10% em 2024 para 70% em 2026. O risco de mercado foi mencionado por 85%, à frente de inadimplência, com 78%, e vacância, com 75%.

A amostra é formada majoritariamente por homens, que representam 89% dos participantes. Baby Boomers, entre 62 e 80 anos, são 42%, e a Geração X, entre 46 e 61 anos, corresponde a 38%. A maior concentração regional está no Sudeste, com São Paulo em 43%, Rio em 12% e Minas em 8%.

Aposentados representam 22% da amostra, seguidos por engenheiros, com 15%; profissionais de TI, com 8%; servidores públicos, com 7%; e administradores, também com 7%. O mercado de FIIs reúne cerca de 3,2 milhões de investidores, considerando os CPFs cadastrados na B3.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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