O escândalo do Banco Master reacendeu a expectativa de que a Justiça possa alcançar pessoas poderosas, mas também trouxe de volta a desconfiança sobre os limites das investigações no país. A avaliação é apresentada em uma análise que relaciona o caso ao percurso da Operação Lava Jato.
Durante os primeiros anos, a Lava Jato foi vista como uma possibilidade de enfrentamento da corrupção e de desenvolvimento do potencial brasileiro. O texto afirma que condenações de réus confessos foram anuladas e que investigações foram interrompidas quando se aproximaram da cúpula do Poder Judiciário.
Seis anos depois de Jair Bolsonaro decretar o fim da operação, com a justificativa de que não havia mais corrupção no governo, o caso Master é descrito como uma repetição, por outro caminho, de um roteiro que combina esperança e desconfiança. A análise também afirma que a Lava Jato foi encerrada quando passou a ameaçar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alguns dos quais estariam no epicentro do escândalo financeiro.
O caso Master é apresentado como a maior fraude financeira do país. A análise é assinada por Rodolfo Borges e Wilson Lima.
Outros temas
Outro texto aborda a situação eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva. A três semanas do primeiro turno, o presidente é descrito como estando em um dos momentos mais baixos de aprovação e intenção de voto. O tema é tratado por Duda Teixeira e Guilherme Resck.
A disputa pelo comando da Polícia Federal também é discutida. O texto de Wal Lima aborda os limites entre controle judicial, autonomia policial e acusações de uso político da instituição.
A edição ainda reúne textos de Izabela Patriota, Clarita Maia, Roberto Reis, Márcio Coimbra, Maristela Basso, Dennys Xavier, Roberto Ellery e Rodolfo Borges, sobre eleições, Supremo Tribunal Federal, homens públicos, educação e outros assuntos.








