O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberou parte dos documentos da investigação sobre o Banco Master, mas manteve sob sigilo informações que poderiam comprometer diligências ainda em andamento. A decisão atendeu a um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.
Entre os trechos que continuam protegidos estão os relacionados à apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação envolve o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, e tem Mendonça como relator.
Investigação sobre o filme
A Polícia Federal pediu a abertura de um procedimento para apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos ligados ao financiamento da produção junto ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A Procuradoria-Geral da República não se opôs à medida.
Em 22 de julho, Mendonça autorizou a investigação e determinou que a PF realizasse as diligências cabíveis. A apuração também trata da busca de recursos para o filme e do destino de 61 milhões de reais repassados por Vorcaro à produção.
A decisão desta semana não tornou público todo o conteúdo do caso. Fachin havia solicitado o envio dos processos relacionados ao Banco Master aos demais ministros e a retirada do sigilo das informações cuja divulgação não ameaçasse as investigações. O despacho, porém, preservou a possibilidade de manter em segredo diligências ainda em curso.
Com isso, Mendonça continua responsável por definir quais informações podem ser divulgadas e quais devem permanecer protegidas enquanto os procedimentos avançam.
A liberação parcial ocorre antes do julgamento marcado por Fachin para 15 de setembro, sobre o pedido de investigação de Alexandre de Moraes por sua relação com Vorcaro. A crise entre os ministros teve origem em decisões tomadas durante a investigação do caso Master e envolveu Mendonça, Moraes, Fachin, Flávio Dino, a PGR e a direção da Polícia Federal.









