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Acordo sobre filme ligado a Bolsonaro será analisado pelo gabinete de Mendonça

Defesa de Antonio Carlos Freixo Júnior discutirá nesta terça os termos da colaboração premiada relacionada ao filme Dark Horse.

Acordo sobre filme ligado a Bolsonaro será analisado pelo gabinete de Mendonça
Foto: Reprodução

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça vai analisar nesta terça-feira (8/9) o acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A defesa dele tem reunião marcada para as 14h para tratar da delação relacionada à produção do filme Dark Horse.

Freixo Júnior é dono da Entre Investimentos e Participações e assinou, na semana passada, um termo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nesta fase, a equipe de Mendonça deverá verificar a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da negociação. O ministro não participará do encontro e receberá posteriormente o relatório elaborado pelo gabinete.

Mendonça é o relator do caso envolvendo o Banco Master e da investigação sobre o financiamento do filme. A distribuição foi feita pelo presidente do STF, Edson Fachin, por causa da conexão com outros procedimentos em andamento no gabinete do ministro, relacionados ao banco e a aportes financeiros.

Repasses investigados

A investigação aponta que a empresa de Freixo Júnior teria sido utilizada para repasses feitos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinados à produção de uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os pagamentos eram direcionados ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos. A estrutura era controlada por aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que administravam os recursos para a obra e encaminhavam o dinheiro à Go Up Entertainment, responsável pela produção.

O inquérito sobre a fraude teve novo desdobramento após a divulgação de um áudio do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no qual ele pediria dinheiro a Vorcaro para financiar o filme.

Segundo a investigação, o banqueiro enviou R$ 61 milhões para a produção. Pelo menos esse valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O total negociado chegaria a R$ 134 milhões, mas não há evidências de que toda a quantia tenha sido enviada. O áudio seria de 8 de setembro de 2025.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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