SÃO PAULO — O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta quinta-feira 10 que pode apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio, porém, dependeria de esclarecimentos sobre o financiamento do filme Dark Horse e da assinatura de um compromisso com o plano de governo de Cury.
“Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção”, disse Cury durante uma agenda em São Paulo. O candidato também afirmou que Flávio deveria informar o destino do dinheiro usado no filme e assinar, em cartório, um compromisso de executar suas propostas. Caso essas condições sejam atendidas, Cury declarou que seus apoiadores estariam liberados para votar no filho de Jair Bolsonaro.
Cury aparece em terceiro lugar na maior parte das pesquisas de intenção de voto. A última AtlasIntel citada registra 6,6% para o escritor. Luiz Inácio Lula da Silva tem 43%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37,4%.
A declaração ocorreu no mesmo dia da operação Make Up, realizada pela Polícia Federal para investigar um suposto desvio de emendas parlamentares que teriam sido destinadas ao financiamento da cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos estão Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
A investigação apontou a atuação de agentes públicos e privados no desvio de recursos destinados a uma organização da sociedade civil. O dinheiro teria sido repassado a empresas contratadas de forma irregular, sem confirmação de que os serviços foram realizados. A Polícia Federal informou que as movimentações financeiras relacionadas aos suspeitos somam milhões de reais e que as manobras para ocultar o esquema continuaram até julho deste ano.








