Registros financeiros da Go Up Entertainment mostram que a produtora de Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, pagou ao menos quatro faturas do cartão de crédito de Mário Frias entre agosto e novembro de 2025. Os valores de cada pagamento ficaram entre R$ 32,6 mil e R$ 36,8 mil.
As informações aparecem na quebra de sigilo determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça na sexta-feira (11), dentro das investigações sobre o financiamento da produção. Frias participa do projeto como roteirista e produtor-executivo.
Operação e investigação
Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão relacionados ao filme. Mário Frias e Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, foram alvos da operação, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
A Polícia Federal informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação considera suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
O parlamentar negou irregularidades em um vídeo publicado nas redes sociais após a ação. Frias afirmou que vai colaborar com as investigações, entregar todos os documentos necessários e que acredita no arquivamento do caso.
A assessoria do deputado não respondeu aos questionamentos até a última atualização das informações. Dark Horse conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é citado como personagem central da produção.








