Os contratos firmados por trabalhadores ligados ao filme “Dark Horse” estabelecem que o dever de confidencialidade não tem prazo definido. Um dos trechos classifica a obrigação como “imprescritível e irrevogável”, mantendo o contratado vinculado ao sigilo por tempo indeterminado.
Os documentos foram entregues à Polícia Federal, que investiga o financiamento da produção pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os acordos envolvem diferentes profissionais, incluindo atores e uma estagiária, e seguem um modelo padronizado.
O que os contratos abrangem
A cláusula considera sigilosas informações sobre pessoas, empresas e relações comerciais. A lista inclui dados, documentos, filmes, imagens e números, além de nomes, contratos, parcerias, especificações técnicas ou comerciais, segredos empresariais, demonstrações financeiras, projeções e dados contábeis e fiscais.
A divulgação de qualquer informação da Go Up a terceiros pode levar à cobrança de perdas e danos, honorários advocatícios e multa de R$ 1 milhão. O mesmo valor aparece nos documentos assinados pelos diferentes trabalhadores.
As assinaturas identificadas nos contratos ocorreram entre 24 de junho e 21 de outubro de 2025. O conteúdo também autoriza a produtora a exigir a devolução ou a destruição de registros que estejam em posse do profissional.
Se o trabalhador for obrigado pela Justiça a fornecer informações, deverá avisar imediatamente a Go Up. Nessa situação, o contrato determina que sejam repassados às autoridades apenas os dados necessários e que o profissional empregue “seus melhores esforços” para conseguir uma ordem que preserve o caráter confidencial do material.








