O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, mas usou o episódio para criticar Luiz Inácio Lula da Silva e questionar a autonomia da corporação.
Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira, 8, Flávio destacou que Rodrigues chegou ao cargo por indicação de Lula. O senador também relacionou o diretor-geral ao presidente e afirmou que o caso indicaria uma suposta instrumentalização política da Polícia Federal.
Rodrigues foi afastado depois da divulgação de informações sobre o monitoramento do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. O episódio provocou questionamentos sobre a atuação da corporação e sobre uma possível investigação clandestina contra um integrante da Corte.
A proximidade entre Lula e Rodrigues também foi mencionada pelo senador. Na segunda-feira, 7, o então diretor-geral da Polícia Federal participou, a convite do presidente, da cerimônia de comemoração do Dia da Independência, em Brasília.
Ao comentar a decisão, Flávio afirmou que o diretor-geral teria ligação política com Lula. Em uma publicação, escreveu: “Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente”.
O senador defendeu que a corporação preserve a autonomia para investigar crimes. Segundo a avaliação apresentada por ele, a Polícia Federal não deveria ser usada contra adversários políticos do governo. Em outra declaração, Flávio pediu que a instituição voltasse a atuar “atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”.








