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Como combinar suplementos sem transformar tendência em rotina automática

A farmacêutica Unna Abrantes lista 7 cuidados para avaliar doses, ingredientes e a necessidade de combinar suplementos.

Como combinar suplementos sem transformar tendência em rotina automática

A combinação de creatina, pré-treino, eletrólitos, carboidratos e proteína em diferentes momentos do dia ganhou espaço nas redes sociais. Chamada de “supplement stacking”, a prática reúne vários suplementos ao longo do dia ou em torno do exercício, mas não deve ser adotada apenas por influência de protocolos publicados na internet.

A farmacêutica Unna Abrantes afirma que a avaliação precisa considerar a finalidade de cada produto, as doses e as necessidades individuais. Para ela, a quantidade de suplementos não determina a qualidade da estratégia. “Não existe um número de suplementos que determine se uma estratégia é boa ou ruim”, explica.

7 cuidados antes de combinar suplementos

O primeiro passo é identificar por que cada suplemento será usado e verificar se há necessidade real. A repetição de substâncias ou o consumo de produtos sem uma finalidade definida pode fazer parte de uma rotina baseada mais na quantidade do que na estratégia.

Creatina e pré-treino também não têm a mesma função. A creatina está associada à disponibilidade de energia para esforços de alta intensidade e pode contribuir para força e desempenho em determinados contextos. Já muitos pré-treinos usam estimulantes para aumentar a disposição e a percepção de energia. Consumir os dois não significa, automaticamente, obter um resultado maior.

Outro cuidado é somar toda a cafeína ingerida ao longo do dia. Café, pré-treino, energéticos e alguns termogênicos entram nessa conta. Quando os produtos são analisados separadamente, o consumo total pode ser subestimado. O excesso de estimulantes pode causar palpitações, ansiedade, tremores, desconfortos gastrointestinais e alterações no sono.

A inclusão de eletrólitos na água também depende da situação. A necessidade pode variar de acordo com a modalidade, a duração e a intensidade do exercício, além da temperatura e da perda de líquidos. Por isso, nem toda pessoa precisa consumir esse tipo de suplemento durante o treino.

Carboidratos usados durante a atividade devem ter uma finalidade definida. Eles podem ser importantes em determinadas modalidades e tipos de treino, mas a indicação varia conforme a duração, a intensidade e o objetivo. Uma estratégia voltada a um atleta de endurance não deve ser reproduzida automaticamente por alguém que pratica outra atividade.

Suplementos também não substituem alimentação, hidratação, treino e descanso. Dormir pouco, alimentar-se mal ou não respeitar a recuperação pode comprometer a rotina mesmo quando há vários produtos disponíveis.

Por fim, Unna Abrantes recomenda não copiar o protocolo de um influenciador. As publicações não mostram necessariamente a alimentação, os exames, a intensidade do treinamento, a composição corporal, o objetivo ou o acompanhamento daquela pessoa.

A farmacêutica sugere uma pergunta para avaliar cada item: “Para que estou tomando isso?” Se não for possível explicar a razão de um suplemento estar na rotina, a estratégia pode precisar de revisão. Para Unna Abrantes, um planejamento adequado não é o que reúne mais produtos, mas aquele em que cada escolha tem uma finalidade.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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