Economia

Pequenos negócios esportivos terão de revisar regime tributário e preços

Empresas do setor deverão avaliar até 30 de setembro de 2026 como recolher IBS e CBS no primeiro semestre de 2027.

Pequenos negócios esportivos terão de revisar regime tributário e preços

A Reforma Tributária deve levar pequenos negócios esportivos a reavaliar preços, custos, contratação e modelo tributário. Empresas optantes pelo Simples Nacional têm até 30 de setembro de 2026 para decidir se recolherão IBS e CBS pelo regime regular no primeiro semestre de 2027. Os demais tributos continuam no Simples, e quem não fizer a opção manterá IBS e CBS dentro da sistemática simplificada no período.

A escolha pode ter efeitos diferentes conforme a estrutura e o público de cada empresa. Um personal trainer com faturamento de R$ 15 mil por mês e poucos custos fixos enfrenta uma realidade distinta da de uma escola esportiva com a mesma receita, mas que arca com aluguel, professores e equipamentos. Também há diferenças entre uma assessoria voltada a pessoas físicas e uma empresa que presta serviços para companhias.

“Uma simulação do negócio real” é, para Anderson Diogenes Pavanello, CEO do Meu Contador Online (MCO), o ponto de partida para a preparação. Ele afirma que a opção adotada por outro negócio pode não ser adequada para uma academia ou empresa diferente.

Custos, créditos e fluxo de caixa

Dois empreendedores que recebem R$ 20 mil mensais podem terminar o período com valores disponíveis muito diferentes. Um treinador que atende diretamente os alunos e tem poucos gastos opera de maneira distinta de uma escola que paga aluguel, mantém equipamentos e contrata profissionais. Nesse exemplo, ambos alcançam R$ 240 mil por ano, mas a margem após as despesas não é necessariamente igual.

No regime regular, determinadas compras de bens e serviços poderão gerar créditos de IBS e CBS, desde que sejam atendidas as condições previstas na legislação. A folha de salários, porém, não segue a mesma lógica. Para negócios que dependem de professores, treinadores, fisiologistas, recepcionistas, árbitros e produtores, os custos com mão de obra podem ter peso relevante sem gerar créditos equivalentes.

A movimentação financeira também exige atenção. Escolas podem perder alunos durante as férias, assessorias podem concentrar receitas em certas épocas e empresas de eventos podem receber inscrições ou patrocínios antes de pagar fornecedores. Um evento com R$ 100 mil arrecadados pode manter R$ 70 mil comprometidos com estrutura, locação, arbitragem, segurança, equipe, comunicação e outros fornecedores.

Planos anuais vendidos por academias, escolas e estúdios aumentam o dinheiro disponível no início, mas criam obrigações para os meses seguintes. Por isso, o empreendedor precisa distinguir o valor recebido, os compromissos assumidos e a margem efetivamente disponível.

Formação de preço e relações comerciais

Uma aula cobrada por R$ 100 não corresponde necessariamente ao rendimento do profissional. Taxas de plataforma ou cartão, aluguel, deslocamento, equipamentos e impostos reduzem o valor que sobra. Em operações maiores, também entram folha, marketing, sistemas, contabilidade, manutenção e inadimplência.

A análise vale para mensalidades, inscrições em corridas, aluguel de quadras, aulas particulares e contratos de assessoria esportiva. No regime regular de IBS e CBS, o sistema de créditos também pode influenciar negociações entre empresas, fazendo com que o modelo tributário do fornecedor seja considerado na relação comercial.

O MCO informa acompanhar cerca de 4,7 mil empresas ativas, das quais 3.943 são optantes pelo Simples Nacional. Para Pavanello, a preparação deve se transformar em decisões sobre preço, contratação, investimento e reserva de caixa. A empresa tem origem em uma tradição contábil iniciada em 1966, em Santo André (SP), e reúne cerca de 4,7 mil clientes ativos em 558 municípios de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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