SÃO PAULO — O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, disse que só apoiará Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva se o senador esclarecer o financiamento do filme Dark Horse e assumir o compromisso de executar seu plano de governo.
Cury afirmou que Flávio deve demonstrar que não houve corrupção na destinação dos recursos usados na produção, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). Ele também quer que o senador registre em cartório a obrigação de cumprir as propostas apresentadas por sua candidatura.
“Ele tem que pegar o meu plano de governo e, num cartório, assinar que vai executá-lo”, afirmou Cury durante uma agenda em São Paulo. A declaração ocorreu nesta quinta, 10, depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizar uma operação contra o deputado Mário Frias (PL) e a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme.
Desempenho nas pesquisas
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta, 10, mostrou Cury com 6,6% das intenções de voto no primeiro turno. O candidato aparece tecnicamente empatado com Renan Santos (Missão), que registra 6,5%.
Em agosto, Cury tinha 8%. Em julho, marcava 2%. Outro levantamento, realizado por BTG/Nexus e divulgado na terça, 8, também apontou redução no ritmo de crescimento da candidatura.
Na pesquisa espontânea da Nexus, o psiquiatra havia alcançado 8% na semana anterior e passou a 6%. Na modalidade estimulada, caiu de 11% para 9%.
Cury vinha se apresentando como uma alternativa à polarização política, sem adotar um discurso agressivo. Na semana passada, lançou uma carta à nação sobre o tema. Em vídeo, afirmou que seus apoiadores estão cansados de escolher entre dois lados que, segundo ele, não representam nenhum dos dois.








