Economia

ETFs ampliam presença no Brasil, mas ainda têm baixa participação no setor

Patrimônio dos ETFs mais que dobrou em 18 meses, enquanto a XP Asset amplia sua oferta e aposta em novas classes de produtos.

ETFs ampliam presença no Brasil, mas ainda têm baixa participação no setor

O mercado brasileiro de ETFs mais que dobrou de tamanho em 18 meses, mas ainda representa uma parcela pequena da indústria de fundos em comparação com mercados mais desenvolvidos. Para Leandro Bousquet, CEO da XP Asset Management, esses produtos devem ganhar espaço à medida que os investidores diversificam suas carteiras e aumentam a exposição a ativos internacionais.

“A aposta da XP Asset e da XP nos ETFs é gigantesca”, afirmou Bousquet durante conversa com Clara Sodré, analista de fundos da XP, no escritório da XP Asset.

Expansão da oferta

A XP Asset tinha oito ETFs até dezembro do ano passado e está chegando a 30 produtos, com atenção especial aos fundos de renda fixa. Segundo Bousquet, os ETFs podem ser usados como instrumentos de alocação, e não apenas como ativos de renda variável negociados pelo home broker.

A construção de carteiras pode combinar ETFs de renda variável, renda fixa pós-fixada, inflação, prefixada e commodities. A avaliação do executivo é que esse formato oferece eficiência, transparência e custos menores. Os produtos da XP Asset têm taxas entre 0,15% e 0,30% ao ano, enquanto fundos ativos podem cobrar até 2%.

Bousquet também afirmou que os ETFs costumam apresentar eficiência tributária superior à de fundos equivalentes. Outra característica destacada é a transparência da carteira, já que o investidor sabe quais ativos está comprando, sem deixar a seleção inteiramente a cargo de um gestor.

A participação dos ETFs ainda é pouco superior a 1% da indústria de fundos no Brasil. Nos Estados Unidos, chega a quase 40%, diferença usada pelo CEO da XP Asset para indicar o potencial de crescimento do segmento.

Investimentos alternativos globais

A XP Asset também planeja ampliar o acesso a investimentos alternativos internacionais. A gestora já oferece produtos voltados a mercados privados no Brasil e foi responsável pelo primeiro fundo de private equity, pelo primeiro de infraestrutura e pelo primeiro de venture capital destinados ao investidor de varejo.

A próxima etapa pode envolver real estate e crédito privado, isoladamente ou em combinação. A estratégia prevista inclui parcerias ou aquisições de gestores com atuação internacional, sobretudo nos Estados Unidos, unindo a experiência da XP Asset às operações locais dessas empresas.

A gestora começou a ampliar sua oferta global por meio de investimentos líquidos, como fundos de renda fixa, fundos de fundos e fundos de ações. O plano agora é avançar também nos produtos alternativos.

Modelo de fee fixo

Bousquet relacionou o avanço dos ETFs à adoção do modelo de fee fixo, no qual o assessor de investimentos recebe um percentual fixo sobre o patrimônio sob gestão, em vez de comissão pela venda de produtos. Para ele, o formato está começando a se consolidar no Brasil e tem compatibilidade com os ETFs.

A conversa integra uma série do Espresso Outliers realizada nos escritórios de gestoras. Clara Sodré visitou a XP Asset Management para entrevistar Bousquet sobre tendências e mudanças na indústria de investimentos. A iniciativa também faz parte da preparação para a edição de 2027 do Prêmio Outliers.

Até janeiro, Clara vai visitar gestoras premiadas na edição de 2026 e conversar com executivos sobre estratégias e transformações do setor.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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