Economia

Brasil responde por 42% do petróleo produzido na América Latina

Produção regional alcançou 318 milhões de barris em abril de 2026, enquanto reservas comprovadas devem recuar neste ano.

Brasil responde por 42% do petróleo produzido na América Latina

A produção de petróleo na América Latina e no Caribe chegou a 318 milhões de barris em abril de 2026. O volume representa alta de 10% na comparação com abril de 2025 e queda de 2% em relação a março, segundo o relatório mensal da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia.

Brasil, México e Venezuela concentraram 70% da extração regional. O Brasil respondeu por 42% da produção, seguido pelo México, com 17%, e pela Venezuela, com 11%. Guiana registrou 9%; Argentina, 8%; Colômbia, 7%; e Equador, 4%.

Reservas e comércio

As reservas comprovadas de petróleo da região devem somar 334 bilhões de barris em 2026, abaixo do pico de mais de 340 bilhões registrado em 2024. A produção anual estimada para 2026 é de 4 bilhões de barris, acima da média de cerca de 3 bilhões observada entre 2016 e 2024.

Com esse nível de produção, a duração calculada das reservas é de cerca de 87 anos, o menor resultado da série 2015-2026. O secretário executivo da organização, Andrés Rebolledo Smitmans, atribuiu o movimento ao aumento da extração e à redução simultânea das reservas totais.

No comércio exterior, 54% do valor das importações regionais de petróleo teve origem na própria América Latina e no Caribe. Apenas 21% das exportações regionais foram destinadas à região; o restante foi enviado a mercados externos.

A produção regional de gás natural atingiu 21,7 bilhões de metros cúbicos em abril, com avanço anual de 8,5%. Argentina e Trinidad e Tobago lideraram, com 22% de participação cada. Na sequência apareceram Brasil, com 14%; Bolívia, com 12%; e México, com 10%.

Esses cinco países representaram 80% da oferta regional. Mais de 70% do gás produzido foi consumido na própria região. Nas importações, porém, 65% vieram de fora da América Latina e do Caribe, enquanto 35% tiveram origem em países vizinhos.

O cenário ocorre durante a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no estreito de Ormuz, com novos ataques americanos e represálias iranianas. O quadro elevou a volatilidade dos preços internacionais de petróleo e gás nas últimas semanas.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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