A missão PREFIRE, liderada pela NASA, começou a monitorar o infravermelho distante sobre o Ártico e a Antártida. Os dados permitem observar uma faixa de radiação que responde por quase 60% da energia térmica perdida pela Terra em direção ao espaço.
A operação usa uma rede de pequenos cubesats equipados com espectrômetros miniaturizados. Os satélites percorrem órbitas concentradas nas regiões mais frias do planeta para medir o calor dissipado pelas camadas de gelo e registrar comprimentos de onda longos que não eram mapeados pelas agências governamentais.
Medição do balanço energético
O monitoramento busca preencher uma lacuna na quantificação do balanço de energia terrestre. A atmosfera funciona como um filtro que pode bloquear ou liberar diferentes frequências, conforme sua composição molecular. A radiação acima de quinze micrômetros concentra quase toda a energia térmica transferida das zonas polares para o espaço.
Sem medições específicas dessa faixa, modelos tradicionais de previsão climática subestimavam a velocidade do derretimento das calotas polares. Os novos registros fornecem parâmetros para simuladores e ajudam a reduzir incertezas nas projeções climáticas.
Pesquisas técnicas associadas à Organização Meteorológica Mundial indicam que alterações nas emissões polares afetam o nível dos oceanos. Por isso, o acompanhamento orbital das áreas glaciais é usado para antecipar possíveis variações climáticas e estruturais.
Novas aplicações espaciais
Os primeiros registros confirmam hipóteses sobre a termodinâmica de regiões remotas, onde a instalação de laboratórios terrestres seria inviável. O desenvolvimento de sensores térmicos miniaturizados também amplia o uso de pequenos satélites em pesquisas científicas.
A missão estabelece uma base de dados para a física atmosférica aplicada e para o estudo da interação térmica entre as áreas congeladas e a radiação infravermelha distante.








