O Ibovespa subia 1,45% nesta terça-feira (8), aos 187.831 pontos, em meio à repercussão de uma pesquisa que mostrou empate entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. O índice oscilava entre 185.208 e 189.488 pontos, com volume financeiro projetado em R$ 22,3 bilhões.
O levantamento mais recente da Quaest indicou 41% das intenções de voto para cada um dos dois nomes. Na rodada anterior, Lula tinha 42%, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 41%. A mudança ampliou, para parte do mercado, as perspectivas de alternância de poder em outubro.
As atenções dos investidores ficaram concentradas no cenário eleitoral, enquanto a escalada dos ataques entre Irã e EUA perdeu espaço na formação dos preços. Em Nova York, o Nasdaq recuava 0,08%, o Dow Jones caía 1,04% e o S&P 500 registrava baixa de 0,35%.
A movimentação política ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal, relacionada à troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Master.
Entre as ações de maior peso, Petrobras ON e PN avançavam 1,71% e 1,72%, respectivamente. Banco do Brasil ON subia 1,82%, Itaú PN ganhava 2,03%, Bradesco avançava 2,51% e as units do BTG Pactual tinham alta de 3,16%.
Lojas Renner ON liderava as altas, com avanço de 3,52%, em reação à queda dos juros futuros. Prio ON subia 3,51%, acompanhando a valorização do petróleo no exterior diante do aumento das tensões entre EUA e Irã.
O movimento também refletia a mudança de recomendação do Bank of America, de “marketweight”, equivalente a neutro, para “overweight”, equivalente a compra. Para o banco, a desaceleração da atividade e a inflação mais baixa podem permitir cortes de juros mais profundos do que os atualmente precificados.
Em relatório, a equipe liderada por David Beker, chefe de economia e estratégia para Brasil do BofA, informou ter elevado a exposição a empresas ligadas ao mercado de capitais, “bond proxies” e companhias alavancadas já presentes no portfólio. Os analistas, porém, mantiveram a preferência por empresas com forte geração de caixa, ações líquidas de grande capitalização, balanços sólidos e histórico comprovado de execução, diante da expectativa de Selic elevada.








