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Diretor da PF contesta acusação de monitoramento ilegal no STF

Andrei Rodrigues afirma que relatórios usados por Alexandre de Moraes têm autoria institucional e não foram produzidos por vigilância clandestina.

Diretor da PF contesta acusação de monitoramento ilegal no STF
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que o ministro André Mendonça tenha sido alvo de monitoramento ilegal e defendeu a validade de relatórios de inteligência usados por Alexandre de Moraes para pedir a abertura de investigação contra o magistrado. A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 11.

A declaração ocorreu após Mendonça determinar o afastamento de Rodrigues do cargo. A decisão foi revertida pelo presidente do STF, Edson Fachin.

No documento, Rodrigues afirmou que os relatórios apresentam análises de cenários elaboradas no âmbito regular da atividade de inteligência. Segundo ele, os registros não decorreram de vigilância, coleta clandestina de informações ou medidas invasivas.

O diretor-geral também sustentou que esse tipo de registro não deve ser confundido com monitoramento, definido no documento como um acompanhamento dirigido e contínuo. “Não houve qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas”, diz um trecho da manifestação.

Rodrigues contestou ainda a classificação dos relatórios como apócrifos. Para ele, os documentos têm autoria institucional.

Sigilo das investigações

Na noite de quinta-feira, 10, Fachin solicitou a Mendonça a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam no STF. O presidente da Corte determinou que permaneçam protegidas apenas as diligências cujo sigilo seja imprescindível para a realização das medidas.

A solicitação foi feita por ofício e não atendeu a um pedido específico. O PT havia requerido a retirada de todos os sigilos.

Fachin também informou que a Pet 16.662 foi incluída no calendário de julgamento de uma sessão extraordinária marcada para 15 de setembro de 2026. O procedimento foi formado a partir da Pet 15.556, relatada por Mendonça.

Na quarta-feira, 9, Fachin havia agendado uma sessão plenária para discutir o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. Os ministros deverão analisar a validade do documento, elaborado a pedido de Mendonça e criticado por integrantes da Corte.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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