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CGU identifica emendas ligadas a entidades da produtora de Dark Horse

Relatório aponta repasses de deputados à Academia Nacional de Cultura e investigação da PF apura suposto desvio de recursos públicos.

CGU identifica emendas ligadas a entidades da produtora de Dark Horse
Foto: Reprodução/Dark Horse

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou seis repasses de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse”. O relatório foi enviado em julho ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e indica transferências associadas aos ex-deputados Carla Zambelli e Alexandre Ramagem.

Segundo a auditoria, quatro deputados destinaram R$ 3,6 milhões à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Gama, dona da empresa Go Up, responsável pela produção do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Do total, R$ 2 milhões foram indicados por Zambelli, enquanto Ramagem destinou R$ 500 mil. Os demais recursos foram enviados pelos deputados Marcos Pollon e Bia Kicis. Os valores seriam usados na série Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rende e no espetáculo musical Amor Ainda É Tudo.

O relatório registra que as transferências foram feitas para o governo de São Paulo. A parceria com a ANC, porém, não avançou porque não foram apresentados os elementos necessários para a contratação direta da entidade.

Operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta a Operação Make Up para investigar um suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassadas por meio de termo de fomento para a produção de “Dark Horse”. Karina Gama e Mario Frias, produtor executivo do filme, foram alvos da operação.

Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos por Flávio Dino, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A PF investiga a suspeita de que agentes públicos e privados tenham direcionado valores para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação dos serviços contratados.

A operação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. De acordo com a PF, levantamentos financeiros identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas investigadas. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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