O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que a retirada do sigilo do caso Master confirma as conclusões do relatório da CPI do Crime Organizado sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Vieira foi relator da comissão e pediu o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em publicação no X, o senador declarou: “tudo que foi apontado no relatório da CPI do Crime Organizado sobre os ministros do STF está confirmado pelo fim do sigilo”. Ele também defendeu a abertura de processos e a aplicação de punições aos envolvidos nas acusações apresentadas pela comissão.
O relatório atribuiu a Dias Toffoli julgamentos em situação de suspeição, além de decisões e condutas que, na avaliação de Vieira, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.
Alexandre de Moraes foi citado por sua atuação em processos nos quais, conforme o relatório, poderia haver impedimento. A comissão mencionou relações financeiras entre o escritório Barci de Moraes, do qual Viviane Barci de Moraes é sócia e esposa do ministro, e o Banco Master. Moraes também foi acusado de tentar limitar o alcance das apurações da CPI.
Sobre Gilmar Mendes, o documento apontou conduta considerada incompatível com o decoro por causa da anulação de medidas investigativas e da determinação para inutilizar dados relevantes. Segundo o relatório, essas decisões prejudicaram as investigações da comissão. O relatório final não avançou após articulação da base governista.
Decisão sobre o caso Master
Na noite de quinta-feira, 10, André Mendonça determinou a retirada do sigilo do caso Master no STF, atendendo a uma solicitação de Edson Fachin. Fachin fez o pedido depois de conversar com integrantes da Corte sobre o julgamento de um pedido de providências contra Alexandre de Moraes, relacionado a mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A solicitação foi feita de ofício, sem provocação formal. O PT havia pedido a retirada de todos os sigilos. Na quarta-feira, 9, Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão plenária sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro, ex-banqueiro preso. Os ministros deverão avaliar a validade do documento, elaborado a pedido de Mendonça e criticado por integrantes do STF.








