Política

Renan Santos diz que poderá não reconhecer decisões de Moraes e Toffoli

Candidato do Missão defendeu impeachment de ministros do STF e voltou a propor capacidade nuclear militar para o Brasil.

Renan Santos diz que poderá não reconhecer decisões de Moraes e Toffoli

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (8) que, se eleito, não reconhecerá decisões de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois são citados nas investigações do Caso Master, e Santos os classificou como ministros ilegítimos.

Durante sabatina à Jovem Pan, o candidato acusou Moraes e Toffoli de terem atuado “em favor de um banco corrupto que comprou a República”, em referência ao Banco Master. Santos também afirmou que o próximo presidente terá de enfrentar o STF e defendeu a retirada dos dois ministros.

Impeachment e Caso Master

Segundo Santos, ele recorreria ao Senado para dar andamento a processos de impeachment de ministros do STF. O candidato havia defendido anteriormente que um eventual governo evitasse um confronto direto com a Corte no início do mandato, mas agora considera inevitável o enfrentamento para que a crise não seja transferida ao próximo governo.

Em ato contra o STF em 7 de setembro, Santos apresentou um manifesto com críticas ao sistema político brasileiro e ao Supremo. O documento pedia o avanço das investigações do Caso Master e a assinatura de outros candidatos à Presidência.

Nesta terça-feira, André Mendonça, ministro do STF e relator do Caso Master, determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Rodrigues é citado nos últimos relatórios da PF relacionados ao caso. Santos comemorou a decisão e criticou “bolsonaristas e lulistas por seletividade política” na condução do assunto.

Defesa de capacidade nuclear

Na sabatina, o candidato também voltou a defender que o Brasil desenvolva, no futuro, capacidade para produzir armas nucleares. Para Santos, a discussão sobre a bomba atômica e a capacidade de dissuasão é fundamental diante das mudanças na ordem internacional.

Ele afirmou que o país precisa ampliar sua soberania econômica, tecnológica e militar para não permanecer em situação de fragilidade diante das grandes potências. “Nós temos que passar por um ganho de soberania, ganhos que vão na área econômica, infraestrutura, tecnologia e capacidade militar”, disse.

Santos declarou que a construção de uma bomba atômica não seria imediata em um eventual governo, mas defendeu uma mudança constitucional se fosse necessário. Também afirmou que a Constituição impede o crescimento econômico e os ganhos de soberania do Brasil.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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