Uma carta dirigida ao ministro Edson Fachin afirma que há uma tentativa de enfraquecer as instituições brasileiras e defende uma reação rápida do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto relaciona a atual crise ao 8 de Janeiro de 2023 e às eleições presidenciais previstas para este ano.
A principal crítica é dirigida ao ministro André Mendonça, acusado de usar a relatoria do Caso Master para dividir o tribunal e pressionar a instituição. A carta sustenta que o STF precisa preservar sua unidade para enfrentar eventuais investidas autoritárias durante o processo eleitoral.
O texto também questiona a condução da investigação sobre o caso, descrito como a maior fraude bancária da história do país. Segundo a argumentação apresentada, a falta de limites claros na legislação permitiria decisões situadas entre o legal e o ilegal, com impacto sobre a imagem do Supremo.
Polícia Federal e disputa no tribunal
A carta menciona uma reunião da Segunda Turma convocada por Mendonça, na qual Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e o próprio relator teriam apoiado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do chefe de Inteligência do órgão, Leandro Almada. Dias Toffoli teria se abstido, enquanto Gilmar Mendes pediu vista.
O texto afirma ainda que Mendonça mantém provas em seu gabinete e usa esse material para aumentar seu poder sobre o STF. Também relaciona o caso a Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, além de criticar a atuação de outros ministros e defender que eventuais irregularidades sejam examinadas pelo Ministério Público, pelo Conselho Nacional da Magistratura, pelo Congresso ou por mudanças no Código de Ética do Supremo.
Ao final, a carta pede que Fachin aja com rapidez para proteger a democracia. O texto menciona riscos associados ao cenário internacional e cita Donald Trump ao tratar de uma possível perda de soberania brasileira.









