Tecnologia

Fluxo estrangeiro retoma força e tecnologia lidera recomendações nos EUA

Aportes na bolsa brasileira voltaram a crescer, enquanto tecnologia, varejo e crédito estão entre os destaques da semana.

Fluxo estrangeiro retoma força e tecnologia lidera recomendações nos EUA

O capital internacional voltou a entrar no mercado acionário brasileiro no início de setembro, após as saídas registradas no mês anterior. A combinação entre múltiplos descontados, mudanças na dinâmica da inflação, expectativas para os juros e o avanço do ambiente eleitoral alterou a posição dos ativos brasileiros nas estratégias de investidores globais.

Os aportes estrangeiros somaram R$ 3,9 bilhões no segmento à vista e R$ 6,8 bilhões em contratos futuros ao longo do mês. Com isso, o saldo positivo acumulado no ano nas negociações à vista chegou a R$ 26,9 bilhões, ainda abaixo do pico de R$ 69,1 bilhões registrado em meados de abril. A expectativa é de que os fluxos internacionais continuem sujeitos a oscilações mais fortes no curto prazo, acompanhando o calendário e as disputas eleitorais no país.

Tecnologia e alocação internacional

Nos Estados Unidos, o setor de tecnologia passou a liderar o ranking setorial recomendado, à frente dos segmentos de comunicação e financeiro. A avaliação permanece positiva para áreas com maior visibilidade de receita e sustentabilidade financeira, especialmente semicondutores, infraestrutura e empresas de software que convertem soluções de inteligência artificial em faturamento recorrente.

A renda variável internacional continua apoiada por teses ligadas à inteligência artificial. O ouro e outros ativos alternativos seguem recomendados como instrumentos de proteção e diversificação dos portfólios.

Carteiras e empresas brasileiras

As carteiras recomendadas para setembro tiveram mudanças pontuais. Houve redução da exposição a crédito privado pós-fixado e aumento da parcela em títulos prefixados. O prazo médio sugerido também foi reduzido de quatro para três anos. No mercado local, a orientação é selecionar com rigor ativos de renda fixa e ações diante do prêmio de risco elevado.

Temperaturas mais baixas podem favorecer, no curto prazo, varejistas de vestuário depois de um segundo trimestre fraco de 2026. O setor enfrentou menor fluxo de clientes durante a Copa do Mundo até meados de julho e também convive com a isenção fiscal definitiva para importações de até US$ 50. Categorias específicas podem ser beneficiadas caso a transição para o calor ocorra antes do esperado.

No crédito, os seis maiores conglomerados do país, responsáveis por quase três quartos do crédito nacional, mantiveram um sistema descrito como robusto e capitalizado. Ainda assim, juros altos e inadimplência crescente levaram as instituições a restringir operações de maior risco. Os resultados mostram diferenças relevantes de rentabilidade e risco conforme a composição das carteiras e as estratégias de concessão.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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