O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo, 13, a ideia de desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e afirmou que Washington precisa preservar a vantagem sobre a China na disputa pela tecnologia.
Questionado sobre alertas de executivos de empresas do setor, Trump admitiu que algumas regras podem ser necessárias, mas não defendeu uma pausa no avanço dos modelos. “Podemos colocar barreiras de proteção, podemos fazer isso e aquilo”, disse.
O presidente também afirmou que há forças levantando cenários que, na avaliação dele, não vão ocorrer. Para Trump, a liderança tecnológica terá impacto amplo: “Quem vencer em IA, vence em tudo”. Ele declarou ainda que os Estados Unidos estão à frente da China e que pretende manter essa posição.
Reações no setor e no Congresso
As declarações ocorreram um dia depois de Dario Amodei, CEO da Anthropic, defender uma desaceleração da indústria para que as medidas de segurança acompanhem o avanço dos sistemas. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceXAI, apoiaram publicamente partes do alerta.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, defendeu a adoção de algumas barreiras de segurança. Ao mesmo tempo, afirmou que a perda da liderança para a China representaria uma ameaça à segurança nacional. Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, pediu uma ação mais rápida do Congresso para desacelerar o desenvolvimento e garantir que a IA avance de forma segura.
O tema deve aparecer entre os assuntos de uma reunião prevista entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping. Na Casa Branca, Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, disse esperar reuniões entre autoridades responsáveis por política cibernética, ciência e tecnologia para discutir os próximos passos.








