As exportações da China cresceram 25% em agosto, na comparação anual em dólares, impulsionadas pela demanda internacional por produtos de alta tecnologia e ligados à inteligência artificial. O resultado acelerou em relação ao avanço de 23,9% registrado em julho, conforme dados divulgados pela alfândega chinesa.
As importações aumentaram 28,2% no mesmo período, depois de terem subido 27,5% em julho. O resultado ficou abaixo da previsão de alta de 30%. A diferença entre o desempenho do comércio exterior e a fraqueza da demanda interna mantém a economia chinesa dependente do mercado externo, enquanto as autoridades tentam estimular o consumo e o investimento para alcançar uma meta de crescimento do PIB de 4,5% a 5% neste ano.
Nos primeiros oito meses, as exportações de produtos de alta tecnologia avançaram 42,9%. As vendas externas de semicondutores mais que dobraram em valor, embora o volume tenha crescido 4,1%. As exportações de automóveis aumentaram mais de 50% tanto em valor quanto em volume.
A demanda por produtos de inteligência artificial, veículos elétricos, células solares e baterias de íon-lítio compensou o impacto de eventos climáticos, afirmou Zhaopeng Xing, estrategista sênior do ANZ para a China. Ele também disse que empresas continuavam acelerando os envios aos EUA devido às incertezas sobre tarifas.
Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China, afirmou que os riscos tarifários e a duração do ciclo de investimentos em tecnologia serão determinantes para medir quanto tempo o ritmo de crescimento poderá continuar. Segundo Song, a expansão das importações permanece concentrada em produtos tecnológicos, indicando a continuidade dos investimentos chineses na disputa tecnológica.
O superávit comercial chegou a US$119,09 bilhões em agosto, acima dos US$ 112,5 bilhões registrados no mês anterior. No acumulado dos primeiros oito meses, o saldo alcançou US$805,51 bilhões e pode superar US$1 trilhão pelo segundo ano consecutivo.








