Política

APCF pede decisão colegiada sobre afastamento do diretor-geral da PF

Entidade afirma que o caso deve ser analisado pelo plenário do STF por envolver a segurança pública e o equilíbrio entre os Poderes.

APCF pede decisão colegiada sobre afastamento do diretor-geral da PF

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) pediu que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analise o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. A entidade divulgou uma nota nesta terça-feira, (8), após a decisão monocrática do ministro André Mendonça.

O caso começou a ser examinado pela Segunda Turma do STF nesta manhã. O julgamento teve início às 10h, mas foi interrompido depois que o ministro Gilmar Mendes pediu vista, o que suspendeu a análise. Antes disso, Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam os votos e acompanharam Mendonça. Com essas manifestações, já há maioria na turma para manter o afastamento.

A Segunda Turma é formada por cinco ministros: André Mendonça, Luiz Fux, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Toffoli ainda não apresentou voto.

Argumento dos peritos

A APCF afirmou que a apreciação pelo conjunto dos ministros é necessária porque o caso teria impacto sobre a condução da segurança pública e a relação entre os Poderes. A entidade classificou a medida como de “excepcional gravidade institucional” e defendeu que a análise ocorra com a mesma urgência da decisão inicial.

“Diante da excepcional gravidade institucional da medida”, a associação considerou recomendável levar o tema ao plenário do STF. A nota também afirma que a avaliação colegiada é importante para a legitimidade dos atos ligados ao processo.

Os peritos federais integram a estrutura da Polícia Federal e participam das investigações policiais. No caso da Operação Compliance Zero, eles extraíram grande volume de dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os conteúdos recuperados estão diálogos dele com o ministro Alexandre de Moraes, embora as mensagens fossem configuradas para se autodestruir.

A associação disse que continuará acompanhando o caso e mencionou as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa para os envolvidos. Também declarou defender uma Polícia Federal de Estado, forte, técnica e independente.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5