O programa eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva sobre segurança pública recuperou declarações de Jair Bolsonaro em uma reunião ministerial e relacionou o episódio ao caso Master. A peça foi exibida na noite deste sábado e também apresentou uma defesa de Lula a uma investigação ampla sobre o caso.
Na gravação da reunião, realizada em abril de 2020, Bolsonaro fala sobre a possibilidade de trocar autoridades para proteger a família. O trecho foi incluído em um inquérito aberto depois que o então ministro da Justiça, Sergio Moro, acusou o presidente de tentar interferir na Polícia Federal (PF). A investigação terminou em abril deste ano com a conclusão de que não houve crime.
O narrador da propaganda afirmou que a PF não tinha liberdade durante o governo Bolsonaro e citou Flávio Bolsonaro, adversário de Lula. Na sequência, o programa disse que, na atual gestão, a corporação pode investigar todos.
Referências ao caso Master
A campanha exibiu uma declaração recente de Lula na qual o presidente defende apuração do caso Master “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”. A fala foi apresentada dias depois de ser revelado que Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, havia enviado mensagens a um número atribuído a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O programa também mencionou a decisão de André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, igualmente citado nas mensagens de Vorcaro. A ordem foi suspensa por Edson Fachin, presidente do STF, e Rodrigues continua no cargo.
A segurança pública abriu a propaganda, com a defesa da aprovação da PEC da Segurança. Lula afirmou que a proposta é necessária para permitir a ampliação da atuação do governo federal no combate à violência. O texto está em tramitação no Senado.
A campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, também tratou de segurança pública em um programa já exibido. A peça acusou Lula de não cumprir promessas e de ser incompetente no combate às facções criminosas. Outro trecho criticou o percentual de famílias endividadas e a redução do poder de compra, além de prometer um “tesouraço” nos impostos.








