Política

Defesa afirma que projeto audiovisual sobre o Banco Master ficou apenas no plano preliminar

Advogados dizem que iniciativa dependia do avanço da colaboração premiada e não chegou à fase de produção ou entrevistas.

Defesa afirma que projeto audiovisual sobre o Banco Master ficou apenas no plano preliminar

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o documento ligado a um possível documentário sobre o caso do Banco Master não formalizava a contratação de uma produção. Segundo os advogados, tratava-se de um instrumento preliminar para que o publicitário Thiago Miranda procurasse uma empresa interessada no projeto.

O documento foi assinado pelo ex-controlador do banco em 31 de março, quando ele já estava preso. A defesa declarou que contratos definitivos só seriam firmados se a iniciativa avançasse e que nenhuma providência efetiva para produzir o audiovisual foi tomada.

Projeto condicionado à colaboração

As conversas começaram em janeiro, conforme a petição apresentada ao STF. Naquele período, Miranda teria procurado Vorcaro, que estava em sua residência sob monitoramento eletrônico, para apresentar uma produtora de renome nacional interessada em realizar o documentário.

A proposta previa que Vorcaro apresentasse sua versão dos acontecimentos, mas também incluía entrevistas com outras pessoas. Os advogados disseram que a intenção era fazer um trabalho “isento”, com espaço para concorrentes e “até detratores” do ex-banqueiro.

A defesa vinculou o cronograma do projeto às negociações para um acordo de colaboração premiada. Vorcaro teria evitado falar publicamente enquanto tratava da colaboração com as autoridades. “Até o presente momento o requerente evitou qualquer contato com a mídia”, afirma a petição.

Como a proposta de delação não avançou, o projeto foi interrompido, segundo os advogados. Eles afirmam que nenhuma entrevista foi concedida e que o documentário não chegou a começar. Uma eventual entrevista de Vorcaro dependeria de autorização judicial.

Na manifestação, a defesa também contestou a interpretação dada ao documento durante a investigação. Os advogados sustentaram que o acordo tinha objeto lícito, caráter preliminar e nenhuma relevância penal. Também afirmaram que eventual material produzido não poderia ser usado para finalidade diferente da prevista no projeto audiovisual.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5