Política

Projeção aponta PL como maior força do Senado a partir de 2027

Levantamento com pesquisas registradas indica avanço do PL, presença relevante do PT e papel decisivo do centro político na próxima legislatura.

Projeção aponta PL como maior força do Senado a partir de 2027

Uma projeção baseada nas pesquisas mais recentes registradas na Justiça Eleitoral indica que o PL poderá chegar a 2027 com 20 senadores, enquanto o PT teria 11. O cenário considera as 54 cadeiras do Senado que estarão em disputa e os parlamentares que já têm mandato até 2031.

A composição projetada não formaria uma divisão simples entre governo e oposição. O MDB apareceria com 12 cadeiras e seria a maior bancada entre os partidos sem identificação clara com um dos dois polos. Republicanos, União Brasil, PSD e PP também teriam presença relevante, o que daria ao centro político papel decisivo na formação de maiorias.

PL amplia presença

O PL partiria de nove senadores com mandato até 2031 e teria outros 11 nomes entre os dois primeiros colocados nas pesquisas. Entre os parlamentares que permaneceriam na Casa estão Astronauta Marcos Pontes, Efraim Filho, Jaime Bagattoli, Jorge Seif, Magno Malta, Rogério Marinho, Sergio Moro, Wellington Fagundes e Wilder Morais.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro aparece na liderança, com 26%, enquanto Bia Kicis e Leila do Vôlei têm 17% cada. A confirmação de Bia Kicis na segunda vaga faria o partido alcançar a projeção de 20 cadeiras.

O PL também aparece entre os dois primeiros colocados em Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins e Roraima. Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar estão na dianteira. Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro e Carol De Toni lideram o levantamento considerado.

Flávio Bolsonaro não entra na projeção das 54 vagas porque disputa a Presidência da República. O mandato atual dele termina em janeiro de 2027. Se Lula vencer a eleição presidencial e Flávio perder, ele deixará o Senado no fim da atual legislatura.

PT teria 11 cadeiras

O PT somaria três senadores com mandato até 2031 — Beto Faro, Camilo Santana e Teresa Leitão — a oito nomes que aparecem atualmente em posição de conquistar uma das vagas em disputa. Entre os eleitos projetados estão Jorge Viana, Randolfe Rodrigues, Rui Costa, Jaques Wagner, Fabiano Contarato, Marília Campos, Humberto Costa e Benedita da Silva.

A presença petista estaria concentrada principalmente no Nordeste e em estados considerados estratégicos na projeção. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner aparecem nas primeiras posições. Em Pernambuco, Marília Arraes lidera, seguida por Humberto Costa.

Se PT, PSB, PDT, PSOL e Rede forem agrupados, o campo de centro-esquerda teria 19 cadeiras projetadas. Esse número não representa uma bancada governista automática, já que os partidos podem ter posições diferentes em votações e temas específicos.

Disputas ainda estão abertas

A fotografia das pesquisas aponta cenários competitivos em diversos estados. No Acre, Gladson Cameli tem 38%, Jorge Viana, 34%, e Márcio Bittar, 33%. Com margem de erro de 3,5 pontos, os três estão tecnicamente empatados pelas duas cadeiras.

No Ceará, Cid Gomes aparece com 27%, enquanto Capitão Wagner e Luizianne Lins têm 20% cada. A margem de erro é de dois pontos, deixando a segunda vaga em aberto.

No Paraná, Deltan Dallagnol registra 30,8%, Alexandre Curi, 28,4%, Gleisi Hoffmann, 25,7%, e Filipe Barros, 22,9%. Em São Paulo, Marina Silva e Guilherme Derrite têm 14% cada, enquanto Simone Tebet aparece com 12%.

A eleição para o Senado tem duas características que aumentam a volatilidade das pesquisas: cada eleitor vota duas vezes, e os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal são eleitos. O cenário, portanto, representa a composição que as urnas produziriam hoje, e não uma definição antecipada do resultado.

Senado terá papel institucional e legislativo

A Constituição atribui ao Senado a competência privativa de processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. Alexandre de Moraes é alvo de 55 pedidos de impeachment que tramitam desde 2021. O mais recente foi protocolado pelo senador Alessandro Vieira, em 2 de setembro, com a anuência de outros 20 senadores.

Uma bancada maior do PL poderia ampliar a capacidade de pressão sobre a Presidência do Senado e de articulação em torno desses pedidos. Para o governo, uma presença maior do centro-esquerda poderia funcionar como contrapeso.

A Casa também terá de analisar temas econômicos e sociais. Entre as prioridades definidas por Davi Alcolumbre, Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Motta estão o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública, a medida provisória sobre a taxa das blusinhas, o Redata e o marco legal dos minerais críticos.

A PEC 221/2019, sobre o fim da escala 6×1, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda análise do Plenário. A PEC 18/2025, sobre segurança pública, também está na comissão. As duas devem ser votadas depois do primeiro turno, quando a composição do Senado em 2027 já estará consolidada.

A metodologia considerou pesquisas de intenção de voto divulgadas até 9 de setembro de 2026, registradas na Justiça Eleitoral e dentro do prazo legal. O TSE é responsável pelos registros, enquanto os resultados pertencem aos respectivos institutos. Em casos de empate técnico, a segunda vaga foi tratada como indefinida.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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