Política

André Mendonça mantém restrição e barra viagem de investigado à Bienal de Veneza

Guilherme Sodré queria viajar à Itália entre 3 e 13 de setembro para expor uma obra de sua coleção pessoal.

André Mendonça mantém restrição e barra viagem de investigado à Bienal de Veneza

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça negou a autorização para que Guilherme Henrique Sodré Martins viajasse à Itália entre 3 e 13 de setembro, onde pretendia participar como expositor da 61ª Bienal de Veneza. A decisão manteve a suspensão do passaporte e a proibição de saída do território nacional determinadas anteriormente.

Sodré afirmou que seria responsável pelo transporte de uma obra de sua coleção pessoal. Também alegou que as passagens e as reservas de hospedagem haviam sido feitas antes da deflagração da operação policial ligada à Operação Compliance Zero. O pedido foi negado em decisão de 4 de setembro, que se tornou pública após o STF retirar o sigilo das investigações sobre o Banco Master.

Investigação sobre o Banco Master

Apontado pela Polícia Federal como pessoa próxima e de confiança do senador Jaques Wagner, Sodré também é chamado de “Tio Guiga” ou “Guiga”. Ele é pai de Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner. Na representação policial, é descrito como articulador entre o núcleo empresarial do Banco Master e o entorno pessoal do parlamentar.

A Polícia Federal investiga possíveis ilegalidades na relação entre Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima, gestores do Grupo Master, e Jaques Wagner. Segundo a investigação, o senador teria recebido vantagens indevidas em troca de articulação legislativa favorável aos interesses do banco. Wagner nega.

Na petição, Sodré sustentou que não haveria risco concreto de fuga por ter residência fixa, patrimônio lícito e atividades profissionais consolidadas no país. Também citou o cargo de sua esposa como desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e se comprometeu a retornar a Salvador após a viagem.

Mendonça afirmou que as restrições “permanecem indispensáveis” para garantir a aplicação da lei penal e evitar uma eventual evasão. Para o ministro, a investigação ainda está em estágio inicial, e a circulação do investigado poderia afetar a coleta de provas.

O ministro também considerou que a capacidade financeira de Sodré facilitaria uma permanência no exterior e poderia se sobrepor à necessidade de proteção do processo penal. A defesa ainda não havia se manifestado sobre os documentos divulgados.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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