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“Woman Unknown” vence o Leão de Ouro no Festival de Veneza

Filme de May el-Toukhy também rendeu a Mathilde Arcel o prêmio de melhor atriz; festival teve debate sobre a presença feminina no cinema.

“Woman Unknown” vence o Leão de Ouro no Festival de Veneza

O drama pós-guerra “Woman Unknown”, dirigido pela dinamarquesa May el-Toukhy, recebeu o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza neste sábado. A protagonista Mathilde Arcel também foi premiada como melhor atriz, em uma rara vitória dupla para o filme.

A produção se passa na Dinamarca logo depois da Segunda Guerra Mundial. Arcel interpreta uma empregada doméstica cujo antigo relacionamento com um soldado alemão ameaça seu futuro. A história tem como cenário um país recém-libertado, onde mulheres acusadas de se relacionar com integrantes das forças de ocupação eram frequentemente submetidas à justiça popular.

Prêmios e debate sobre representatividade

El-Toukhy foi a única mulher a dirigir um longa na seleção principal, que reuniu 21 filmes. A composição do programa provocou críticas e reacendeu a discussão sobre os obstáculos enfrentados por mulheres no cinema.

O diretor sul-coreano Lee Chang-dong ganhou o Leão de Prata, destinado ao segundo colocado, por “Promised Love”. O prêmio de melhor direção ficou com Ilya Khrzhanovsky, cineasta de origem russa, por “DAU”. O projeto foi filmado em grande parte na Ucrânia antes da guerra em curso e gerou escrutínio e controvérsia. Khrzhanovsky, que renunciou à cidadania russa, dedicou o troféu à Ucrânia.

John Malkovich foi escolhido melhor ator por interpretar um agente da CIA envelhecido e inconformista em “Cavalo Selvagem Nove”, de Martin McDonagh.

A seleção também incluiu “NAZA”, documentário dos diretores israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, vencedor do Prêmio Especial do Júri. A obra reúne depoimentos anônimos de 24 oficiais de inteligência e soldados israelenses e afirma que mortes em massa de civis eram aprovadas rotineiramente durante ataques a militantes na Faixa de Gaza. Israel negou a acusação.

O documentário recebeu uma ovação de pé de 25 minutos na estreia, na quinta-feira. O festival também premiou Stephane Brize, Coralie Amedeo e Olivier Gorce pelo roteiro de “A Good Little Soldier”, enquanto Malou Khebizi foi eleita melhor jovem atriz revelação por “A Place To Heal”.

O diretor do festival, Alberto Barbera, defendeu a seleção predominantemente masculina. El-Toukhy disse que diretoras enfrentam mais dificuldades para obter financiamento, e Maggie Gyllenhaal afirmou que muitas histórias escolhidas por cineastas não são consideradas importantes.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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