Oito países de maioria muçulmana condenaram, neste domingo, 6, propostas apresentadas por ministros de Israel para retirar palestinos da Faixa de Gaza. Os chanceleres afirmaram que as medidas ameaçam os esforços de paz liderados pelos Estados Unidos para o território.
A manifestação foi assinada pelos ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, do Egito, da Jordânia, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar, do Paquistão, da Indonésia e da Turquia. Eles condenaram veementemente os planos para “expulsar à força os palestinos de suas terras”.
Propostas apresentadas em Israel
Na quarta-feira, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o governo israelense planejava retirar os palestinos de Gaza, mas aguardava uma decisão dos Estados Unidos sobre o destino dessas pessoas.
No dia seguinte, Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional e integrante do partido de extrema direita Poder Judaico, apresentou uma proposta para expulsar 250 mil palestinos de Gaza em um ano. Os demais habitantes deixariam o território ao longo dos seis anos seguintes.
A Faixa de Gaza tem cerca de dois milhões de habitantes e foi devastada pela guerra entre Israel e o grupo islamista Hamas.
Reação ao plano de paz
Os chanceleres disseram que as propostas colocam em dúvida os esforços internacionais para alcançar a paz. Eles mencionaram o plano abrangente do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza, que inclui a rejeição ao deslocamento forçado.
O plano de paz apoiado pelos Estados Unidos foi apresentado em outubro de 2025. A declaração dos países muçulmanos ocorreu durante a campanha para as eleições gerais israelenses de 27 de outubro.
No sábado, o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou durante uma visita à Cisjordânia ocupada que não existe um plano israelense para deslocar a população de Gaza.









