Grupos ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao bilionário Elon Musk ampliaram os gastos para apoiar candidatos republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O Partido Republicano busca manter o controle da Câmara e do Senado, mas enfrenta a possibilidade de perder pelo menos uma das Casas do Congresso.
O comitê de ação política No Going Back, afiliado a Trump, reservou US$ 24,9 milhões em tempo de propaganda televisiva em seis Estados considerados decisivos: Alasca, Geórgia, Michigan, Carolina do Norte, New Hampshire e Ohio. Os dados são da empresa de pesquisa de propaganda política AdImpact.
Trump afirmou a repórteres na semana passada que pretendia destinar entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões para impulsionar candidatos republicanos. O fundo de campanha do presidente para as eleições de meio de mandato também apoia o No Going Back, segundo uma pessoa informada sobre o assunto que não quis ser identificada.
Disputa no Texas
Nos últimos dias, o Musk’s America PAC, ligado a Elon Musk, e a MAGA Inc., principal braço de arrecadação de fundos de Trump, direcionaram US$ 2,4 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente, para a disputa por uma vaga no Senado pelo Texas.
O procurador-geral estadual Ken Paxton concorre à vaga e pode se tornar o primeiro republicano, em décadas, a perder uma eleição para um democrata no Estado. Cerca de US$ 7 milhões dos recursos estão sendo usados em anúncios de ataque contra o deputado estadual democrata James Talarico.
Talarico aparece 2,1 pontos percentuais à frente de Paxton na média das pesquisas para o Senado pelo Texas compiladas pelo Silver Bulletin, de Nate Silver.
Para o estrategista republicano Brad Dayspring, da Purple Strategies, os gastos no Texas permitem reforçar outras disputas consideradas vulneráveis. “Os republicanos agora precisam gastar dinheiro de verdade para defender um mapa eleitoral ampliado”, afirmou.








