DUBLIN — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia tentar resolver a disputa entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas caso fosse chamado. Ele também levantou dúvidas sobre a capacidade britânica de mobilizar recursos para proteger o arquipélago do Atlântico Sul, se necessário.
Trump foi questionado sobre uma conversa telefônica recente com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e sobre a possibilidade de o tema ter sido discutido. Durante uma reunião com o Taoiseach irlandês, Micheál Martin, em Dublin, ele declarou: “Tenho certeza de que serei chamado para lidar com esse potencial desastre”.
O presidente americano disse que, embora os dois países estejam insatisfeitos com a disputa, acredita que poderia solucionar a situação. Em seguida, criticou problemas que atribuiu ao Reino Unido nas áreas de imigração e energia e questionou se o país estaria disposto a enviar recursos para uma região distante.
“Não sei se eles estarão dispostos a viajar tão longe”, afirmou Trump, ao mencionar que uma viagem de barco até as ilhas poderia levar semanas. Ele também disse que o Reino Unido teria assumido o controle do território em outro período histórico.
Disputa entre Argentina e Reino Unido
A tensão aumentou nas últimas semanas depois que o presidente argentino, Javier Milei, retomou esforços para reforçar a reivindicação de seu país sobre as ilhas, chamadas de Malvinas na Argentina. Milei ameaçou impor novas sanções a empresas petrolíferas que atuam na região.
O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, reafirmou no início deste mês o controle britânico sobre as Ilhas Malvinas e classificou a posição do país como “inabalável”.
Trump já havia indicado que os Estados Unidos poderiam se afastar da posição historicamente neutra sobre a soberania do território. Em outra entrevista, também sugeriu que não ajudaria o Reino Unido em um eventual conflito. O presidente americano criticou o governo britânico por não ter permitido o acesso dos Estados Unidos a bases para ataques contra o Irã no início da guerra no Oriente Médio.









