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Pesquisas associam nova defesa das Malvinas a estratégia eleitoral de Milei

Levantamentos apontam que a maioria dos argentinos vê conveniência política na mudança de discurso do presidente sobre o arquipélago.

Pesquisas associam nova defesa das Malvinas a estratégia eleitoral de Milei

A nova defesa das Malvinas pelo presidente argentino Javier Milei ocorre em meio à desaprovação de 60% ao governo e à aproximação militar com os Estados Unidos. Levantamento da Management & Fit indica que 61,1% dos argentinos atribuem a mudança de discurso a conveniência política. Apenas 24,7% associam a postura a uma convicção pessoal.

A pesquisa da TresPuntoZero, dirigida pela socióloga Shila Vilker, aponta que 83,5% dos argentinos se consideram muito ou bastante nacionalistas. Milei tenta transformar esse sentimento em uma bandeira política enquanto busca um novo mandato nas eleições presidenciais, previstas para outubro do próximo ano.

O presidente afirmou, em pronunciamento transmitido pela televisão, que as Ilhas Malvinas são argentinas por história e por direito. Também ameaçou punir uma empresa britânica e outra israelense que planejam explorar petróleo em Sea Lion, a 200 quilômetros ao norte do arquipélago.

A mudança contrasta com posições anteriores de Milei. Ele elogiou Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica durante a guerra de 1982, e mencionou os desejos dos moradores das ilhas, formulação próxima ao argumento do Reino Unido sobre autodeterminação. A Argentina, por sua vez, sustenta que os interesses dos habitantes devem ser considerados dentro da disputa de soberania entre Buenos Aires e Londres.

A causa ganhou visibilidade após o jogador da seleção argentina Giovani Lo Celso exibir a bandeira “As Ilhas Malvinas São Argentinas” em 15 de julho, depois da vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo. Em 6 de agosto, o governo também sofreu uma derrota ao tentar flexibilizar as restrições à propriedade de terras por estrangeiros.

Desde que Milei assumiu o cargo, 600 mil empregos registrados deixaram de existir e 30 mil empresas fecharam, segundo os dados apresentados no texto. O Reino Unido ocupa as ilhas desde 1833. Em 1982, a ditadura de Leopoldo Galtieri tentou retomá-las militarmente, mas foi derrotada. Desde a redemocratização, a Argentina mantém a reivindicação por meios diplomáticos.

A política externa de Milei continua alinhada a Washington. O reforço da base naval de Ushuaia começou em 2022, durante o último governo peronista. Em 5 de abril de 2024, Milei recebeu no local Laura Richardson, então chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, e relacionou a defesa da soberania à aliança com o país.

Em abril de 2025, o almirante Alvin Holsey, novo chefe do Comando Sul, visitou Milei, o Ministério da Defesa e a base de Ushuaia. Em 2026, a Argentina assinou com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos uma carta de intenções do programa 333 para desenvolver, ao longo de cinco anos, capacidades de vigilância e controle marítimo.

Os Estados Unidos ainda não reconheceram a soberania argentina sobre as Malvinas nem exigiram negociações com Londres, em conformidade com a Resolução 2065 da ONU. A mudança de Milei também ocorre enquanto Donald Trump mantém divergências temporárias com o Reino Unido sobre gastos militares, operações relacionadas à liberdade de navegação, desminagem e a guerra com o Irã.

No plano econômico, Milei criou o RIGI, regime que oferece condições tributárias, alfandegárias e cambiais extraordinárias para grandes investimentos, principalmente em mineração e energia, por 30 anos. Também aprofundou acordos com Washington sobre minerais críticos, telecomunicações, infraestrutura e cooperação militar. Nesse cenário, a defesa das Malvinas passou a integrar uma estratégia política doméstica e uma relação cada vez mais estreita com os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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