O governo do Iraque reconheceu que o ataque com drones contra uma instalação de petróleo da Arábia Saudita partiu de seu território. Como consequência, anunciou a exoneração do comandante da província de Maysan, no sul do país.
O alvo foi o oleoduto Este-Oeste, que liga Abqaiq, nas proximidades do Golfo Pérsico, ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. A estrutura foi fechada preventivamente depois que um incêndio atingiu a região próxima de Medina.
Danos e resposta de Riade
O Ministério saudita dos Negócios Estrangeiros informou que o incêndio provocou danos humanos e materiais. Um responsável do governo de Riade declarou que houve feridos por causa do ataque e do incêndio que se seguiu.
O oleoduto é usado para levar petróleo saudita ao Mar Vermelho como alternativa à passagem pelo Estreito de Ormuz. A interrupção ocorre em meio a episódios que vêm pressionando os preços do petróleo e dos combustíveis. Na sexta-feira, o barril superou 100 dólares, enquanto os combustíveis atingiram novos recordes.
A Arábia Saudita acusa com frequência grupos armados ligados ao Irã e baseados no Iraque de atacar suas instalações petrolíferas com drones. Desta vez, o governo de Riade afirmou que não pretende responder imediatamente e que vai apoiar os esforços iraquianos para impedir novos ataques lançados do território do país contra o reino saudita e os países vizinhos.
Reações regionais
O Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne seis países da região, classificou o episódio como uma escalada perigosa e uma ameaça inaceitável à segurança da Arábia Saudita.
O ataque ocorreu um dia depois de os rebeldes Houthis, do Iêmen e apoiados pelo Irã, anunciarem o controle de uma ilha estratégica no Estreito de Bab al-Mandab. O grupo afirmou que a navegação no estreito era segura para todos, exceto para os sauditas.
Os episódios se somam à guerra lançada pelos EUA e por Israel contra o Irã em fevereiro, que, segundo o texto, elevou o preço do petróleo e dos combustíveis a novos máximos históricos.








