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Pezeshkian rejeita presença dos EUA no Oriente Médio durante cúpula do BRICS

Presidente iraniano defendeu que a segurança regional seja garantida pelos países do Oriente Médio; guerra e Ucrânia dominam agenda do bloco.

Pezeshkian rejeita presença dos EUA no Oriente Médio durante cúpula do BRICS

A 18ª Cúpula do BRICS começou neste sábado (12), na capital indiana, com conflitos armados, tensões geopolíticas e incertezas econômicas entre os principais temas. Durante dois dias, os líderes dos onze países do bloco discutirão comércio, energia, governança global e os impactos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.

O presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o Oriente Médio não precisa de um “policial”, em referência aos Estados Unidos, país com o qual o Irã está em guerra, especialmente por causa do controle do Estreito de Ormuz.

“Não precisamos de um policial para a região”, disse Pezeshkian durante um encontro com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, realizado na Índia à margem da cúpula. Para ele, a integridade territorial e a segurança do Oriente Médio devem ser garantidas pelos principais atores e pelos países da própria região.

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou que a guerra não atende aos interesses comuns da comunidade internacional e defendeu uma solução baseada no diálogo.

Tensões entre China e Índia

A participação de Xi Jinping é um dos destaques do encontro em Nova Delhi. O presidente chinês chegou à capital indiana neste sábado, em sua primeira visita ao país desde 2019. A relação entre China e Índia foi marcada por um confronto entre soldados dos dois países em 2020, na fronteira disputada do Himalaia, que deixou dezenas de mortos.

Desde então, Pequim e Nova Délhi tentam reconstruir o diálogo bilateral, embora a disputa territorial continue sem solução. O governo indiano informou que Xi Jinping deveria se reunir ainda neste sábado com o primeiro-ministro Narendra Modi. Na véspera da cúpula, a China declarou que pretendia aprofundar a comunicação e a cooperação com a Índia.

Criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, com a posterior entrada da África do Sul, o BRICS foi formado como uma plataforma de coordenação entre grandes economias emergentes. O grupo ampliou sua composição nos últimos anos e passou a incluir, entre outros países, o Irã. Atualmente, reúne nações que representam cerca de metade da população mundial, 40% do Produto Interno Bruto global e mais de um quarto do comércio internacional.

Oriente Médio e Ucrânia na pauta

O conflito no Oriente Médio ocupa o centro das discussões. Antes da abertura dos trabalhos, Narendra Modi recebeu Pezeshkian em Nova Délhi. Desde o início da guerra desencadeada por ataques americanos e israelenses contra o Irã, no final de fevereiro, a crise provocou efeitos sobre os mercados globais.

Em resposta aos bombardeios, Teerã restringiu o tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo consumido no mundo antes do conflito. A interrupção contribuiu para a alta das cotações, e o barril de Brent voltou a superar 100 dólares nesta semana.

Rússia e China mantêm relações comerciais com o Irã apesar das ameaças de sanções dos Estados Unidos. Os Emirados Árabes Unidos, por outro lado, suspenderam parte dos intercâmbios comerciais e financeiros com Teerã depois de serem atingidos por mísseis iranianos em agosto. Analistas indianos avaliam que a guerra é uma das principais divisões dentro do BRICS e dificulta um consenso para a declaração final.

A guerra na Ucrânia também está na agenda. Na sexta-feira (11), Modi e o presidente russo Vladimir Putin conversaram sobre os conflitos no Oriente Médio e no Leste Europeu. O governo indiano afirmou que o primeiro-ministro reiterou a defesa do diálogo e da diplomacia para resolver os conflitos.

O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que permaneceu no país. A diplomacia brasileira pretende defender a reforma da governança global, o fortalecimento do multilateralismo e maior participação dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.

Ao fim da cúpula, os líderes tentarão aprovar uma declaração conjunta que demonstre unidade. O desafio será conciliar interesses divergentes em um bloco que busca ampliar sua influência política e econômica.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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