As ações de mercados emergentes avançaram nesta segunda-feira (7), apoiadas pelo desempenho dos papéis de tecnologia e pelo otimismo com novos modelos de inteligência artificial. O índice da MSCI para ações de nações em desenvolvimento subiu 1,7% e alcançou 1.757,51 pontos, o nível mais alto desde 25 de junho e a maior marca em mais de dois meses.
O Kospi, principal índice de referência da Coreia do Sul, saltou quase 5%. Para Wee Khoon Chong, estrategista sênior de mercado para a região da Ásia-Pacífico no BNY, em Hong Kong, a valorização das empresas de tecnologia compensou a pressão provocada pela alta do petróleo bruto. O movimento foi liderado pelo Kospi, pela Bolsa de Valores de Taiwan e pelo Nikkei.
Moedas e cenário internacional
O índice de moedas de mercados emergentes subiu 0,2%, em uma sessão de baixo volume de negociações devido a feriados nos Estados Unidos e no Brasil. O indicador vem de uma sequência de 10 semanas consecutivas de alta, a mais longa desde 2007.
O won sul-coreano foi a moeda emergente com melhor desempenho e atingiu seu nível mais forte em quase dois anos. A valorização ocorreu em meio à alta das ações de semicondutores e à continuidade do fluxo de capital estrangeiro para o Kospi.
Piotr Matys, analista sênior de câmbio da In Touch Capital Markets, afirmou que as moedas emergentes permanecem relativamente resistentes à valorização do iene. Ele avaliou, porém, que um fortalecimento contínuo da moeda japonesa diante do dólar poderia provocar realização de lucros em operações de carry trade, afetando mais as moedas de países com fundamentos econômicos frágeis e cenários políticos instáveis.
O florim húngaro esteve entre as poucas moedas em queda. A moeda recuou depois de Peter Magyar, primeiro-ministro da Hungria, declarar que o orçamento do país está em situação extremamente difícil. Após uma vitória eleitoral expressiva em abril, ele pediu paciência para o cumprimento de promessas.
A agenda da semana inclui a divulgação dos índices de inflação dos Estados Unidos, que serão considerados pelo Federal Reserve em suas deliberações. Também estão previstos dados de inflação no Brasil, no Chile, na Colômbia e no México. Estrategistas do BBVA esperam desaceleração marginal no Brasil e aceleração anual ligeira nos outros três países.








