Política

Flávio Bolsonaro leva ato à Paulista com críticas a Lula e Alexandre de Moraes

Manifestação reuniu 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do CEBRAP/USP e da ONG More in Common, e teve apoio a André Mendonça.

Flávio Bolsonaro leva ato à Paulista com críticas a Lula e Alexandre de Moraes

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, reuniu aliados e apoiadores na avenida Paulista neste 7 de Setembro em um ato contra a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A manifestação também defendeu o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master e envolvido em uma disputa interna com Moraes.

O público foi estimado em 28,5 mil pessoas pelo Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (CEBRAP/USP), e pela ONG More in Common. A margem de erro é de 12%, o que coloca a participação entre 25,1 mil e 32 mil pessoas. A campanha esperava cem mil participantes.

Flávio criticou Moraes durante o discurso e associou o ministro a Lula. O senador afirmou que pretende indicar cinco ministros para o STF e declarou que a Corte precisa ser protegida de Moraes. Também disse que escolheria nomes contrários ao aborto, às drogas e à ideologia de gênero, além de defensores da Constituição Federal e que não fossem adversários políticos.

“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou Flávio. Ele também prometeu declarar guerra às facções criminosas e classificá-las como narcoterroristas. O senador disse ainda que governará mesmo para quem não votar nele e que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Discursos e presenças

O ato começou com pedidos de impeachment de Moraes. A ex-deputada Bia Kicis (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, defendeu investigação e prisão do ministro. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que “Supremo é o povo brasileiro” e citou o endividamento das famílias e a situação do INSS.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pediu a libertação de Jair Bolsonaro e afirmou que, se Flávio for eleito, o ex-presidente estará com os apoiadores no dia seguinte. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) defendeu a anulação da condenação de Jair Bolsonaro. Alberto Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente, também discursou e criticou Lula e Moraes.

Participaram ainda o senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição; o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG); o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ); Guilherme Derrite e André do Prado, candidatos ao Senado por São Paulo; o pastor Silas Malafaia; e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

Tarcísio afirmou que ninguém está acima da lei e cobrou explicações de Moraes. Nikolas pediu a prisão do ministro e criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu. Bia Kicis disse que ela estava cuidando de Jair Bolsonaro.

Estimativa de público e investigações

A contagem foi feita com base em fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial. A metodologia tem precisão de 72,9% e acurácia de 69,5% na identificação de cada pessoa. Em atos anteriores da direita na avenida Paulista, o projeto estimou 20,4 mil participantes em março deste ano e 42,2 mil em uma manifestação de 7 de Setembro de 2025.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), procurou Gilmar Mendes para sinalizar a intenção de preservar relações institucionais com o STF caso o candidato seja eleito. Marinho afirmou que a campanha pretende cobrar a Corte, mas não a considera adversária.

Flávio também foi citado nas investigações sobre o Banco Master após a divulgação de gravações de conversas com Daniel Vorcaro. Nelas, o senador pede dinheiro ao ex-banqueiro para custear o filme sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. Flávio prometeu prestar contas dos valores. O STF investiga suspeita de uso de emenda parlamentar na produção, enquanto a Polícia Civil de São Paulo mantém procedimentos envolvendo a produtora.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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