Os preços do petróleo sobem no exterior diante do aumento das tensões no Oriente Médio, enquanto uma pesquisa eleitoral divulgada no Brasil aponta empate entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. O movimento ocorre após novos ataques entre Washington e Teerã e em meio à expectativa de decisões econômicas nos Estados Unidos e na Europa.
Por volta das 8h, o Brent avançava 1,66%, cotado a US$ 98,61 por barril. Os futuros dos índices de Nova York recuavam: o S&P 500 caía 0,28%, e o Dow Jones, 0,78%. O DXY, indicador que acompanha o dólar diante de seis moedas fortes, diminuía 0,18%, aos 99,001 pontos.
A alta do petróleo reflete o temor de novas interrupções no fornecimento de combustível. Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita. As ações militares ampliam o risco de o conflito se espalhar pela região e agravar os impactos sobre os mercados mundiais.
No Brasil, a pesquisa Quaest mostrou Lula e Flávio Bolsonaro com 41% das intenções de voto cada em uma eventual disputa de segundo turno. Outros 13% disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 5% permanecem indecisos. Na rodada anterior, Lula tinha 42%, contra 41% de Flávio.
A percepção de uma disputa mais equilibrada tem fortalecido o chamado trade eleitoral, que pode voltar a impulsionar os ativos brasileiros nesta terça-feira e reduzir, entre os investidores, o peso das preocupações com o cenário externo.
Os mercados também acompanham os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, mais fortes do que o esperado, que aumentaram as chances de uma alta dos juros em setembro. Na agenda, estão a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, na quinta-feira, e a divulgação do IPCA de agosto e do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o CPI, na sexta-feira.








