Economia

Motiva entra em sobrecompra, enquanto Hapvida tenta recuperar terreno na Bolsa

Indicadores técnicos mostram força compradora na Motiva e pressão vendedora persistente sobre as ações da Hapvida.

Motiva entra em sobrecompra, enquanto Hapvida tenta recuperar terreno na Bolsa

As ações da Motiva (MOTV3) e da Hapvida (HAPV3) apresentam cenários técnicos distintos após os movimentos recentes na Bolsa. A Motiva ganhou força e entrou em região de sobrecompra, enquanto a Hapvida tenta se recuperar depois de perdas acumuladas, mas ainda permanece em uma tendência principal de baixa.

Motiva se aproxima de resistência

O Índice de Força Relativa (IFR) da Motiva chegou a 78,86 pontos, acima da referência de 70. O indicador aponta intensidade no movimento comprador, mas também mostra que o papel está mais esticado, o que pode favorecer realização de lucros ou acomodação dos preços. Esse sinal, isoladamente, não confirma uma reversão.

Em 2026, MOTV3 acumula alta de 11,82%. Nos últimos 12 meses, a valorização é de 16,44%. No gráfico diário, as ações superaram as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Na última sessão, avançaram 1,94%, para R$ 16,86, aproximando-se das máximas recentes.

O próximo teste está em R$ 17,82. A superação desse nível pode reforçar o movimento comprador e levar o papel à região de R$ 19,00. Em uma eventual correção, as referências iniciais estão nas médias móveis, com destaque para R$ 15,40, região próxima à média de 200 períodos e a um antigo nível de resistência rompido.

As resistências indicadas são R$ 17,82, R$ 19,00, R$ 20,08, R$ 21,36 e R$ 22,00. Os suportes estão em R$ 17,88, R$ 17,35, R$ 16,42, R$ 15,60 e R$ 15,00.

Hapvida ainda busca confirmação de recuperação

A Hapvida tem IFR de 42,15 pontos. O indicador deixou a região de sobrevenda após a reação observada nas últimas sessões, mas ainda não há elementos técnicos suficientes para confirmar uma mudança na tendência de baixa.

Em 2026, HAPV3 acumula queda de 50,71%. No período de 12 meses, a perda chega a 82,23%. No gráfico diário, a ação retomou a média móvel de 9 períodos e testa a média de 21, mas continua distante da média de 200 períodos. Na última sessão, recuou 0,95%, para R$ 7,22.

Para que a recuperação ganhe consistência, os níveis de R$ 7,81 e, depois, R$ 9,48 precisam ser superados. Acima dessas resistências, a pressão vendedora pode diminuir. No sentido contrário, a perda de R$ 6,92 e do suporte em R$ 6,00 pode voltar a deteriorar o quadro técnico e elevar o risco de novas mínimas.

As resistências da Hapvida estão em R$ 7,81, R$ 9,48, R$ 11,65, R$ 12,10 e R$ 13,30. Os suportes são R$ 6,00, R$ 5,24, R$ 4,75, R$ 4,00 e R$ 3,68.

O IFR mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 apontam sobrevenda. Também estão em região de sobrecompra SLC Agrícola (SLCE3), Klabin (KLBN11), Banco do Brasil (BBAS3) e Copel (CPLE3). Entre os papéis mais pressionados aparecem Telefonica (VIVT3), Copasa (CSMG3), Brava (BRAV3) e Lojas Renner (LREN3).

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5