Economia

Bolsas europeias oscilam perto da estabilidade com petróleo em alta

Índices fecharam em direções opostas nesta terça-feira (8), pressionados por tensões no Oriente Médio e pelo avanço dos preços do petróleo.

Bolsas europeias oscilam perto da estabilidade com petróleo em alta
Foto: Ralph Orlowski/Bloomberg

As principais bolsas da Europa fecharam em direções opostas nesta terça-feira (8), perto da estabilidade. O movimento ocorreu em meio à alta do petróleo, que voltou a se aproximar de US$ 100 por barril, e às preocupações dos investidores com a inflação diante das novas tensões no Oriente Médio.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,05%, aos 26.007,63 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,10%, aos 10.811,66 pontos. O DAX, de Frankfurt, ficou estável, aos 26.007,63 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, avançou 0,14%, aos 8.317,98 pontos.

A Europa é sensível aos desdobramentos do conflito porque depende da importação de energia da região. Os contratos futuros do petróleo subiram durante o pregão, com o Brent, referência mundial, novamente próximo de US$ 100 por barril. A falta de perspectiva de um acordo de curto prazo para encerrar o conflito contribuiu para o movimento.

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques na semana passada, após cerca de um mês. O petróleo acumulou alta semanal de mais de 9%, reacendendo as preocupações com a inflação na zona do euro.

Entre as empresas, a farmacêutica suíça Novartis recuou 10,89% depois de informar que os testes em fase avançada do medicamento del-desiran não atingiram o objetivo primário para distrofia miotônica. O setor financeiro caiu 0,16%, enquanto o segmento de energia subiu 0,71%, acompanhando a valorização do petróleo.

Expectativas para os juros

Os participantes do mercado esperam que o Banco Central Europeu faça nesta semana mais uma alta de juros, de 0,25 ponto percentual. Os investidores também monitoram indicações sobre os próximos passos da autoridade monetária diante dos preços elevados de energia e da incerteza econômica.

Pesquisa do Deutsche Bank mostrou divisão sobre a taxa terminal do ciclo de aperto monetário: 31% dos entrevistados esperam 2,50%; 37%, 2,75%; e 26%, 3,00%. O levantamento também indicou que as expectativas para a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foram adiadas em cerca de um trimestre em relação à pesquisa realizada em junho. Cerca de metade dos entrevistados prevê preços de energia próximos dos níveis atuais no curto prazo.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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