Economia

Relacionamento e confiança reduzem dependência das redes sociais nas vendas

Empresas podem enfrentar mudanças no alcance ao fortalecer atendimento, reputação, conteúdo autêntico e vínculo direto com os consumidores.

Relacionamento e confiança reduzem dependência das redes sociais nas vendas

As mudanças nos algoritmos das redes sociais podem alterar a distribuição de conteúdos e dificultar a chegada das empresas aos consumidores. Para reduzir essa dependência, negócios podem investir em relacionamento, atendimento, reputação, demonstrações mais próximas da realidade e canais próprios de aproximação.

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada em julho de 2026, indica que 54% dos consumidores compraram pelas redes sociais nos 12 meses anteriores ao levantamento. Recomendações de amigos e familiares, comentários de compradores e selos de reputação aparecem entre os fatores considerados antes da decisão.

A Meta informou, em janeiro de 2026, que conteúdos originais passaram a representar 75% das recomendações do Instagram nos Estados Unidos após mudanças feitas no fim do ano anterior. No Facebook, ajustes nos sistemas de classificação elevaram em 7% as visualizações de publicações orgânicas.

Cinco caminhos para reduzir a dependência do algoritmo

1. Construir uma relação além das publicações

A frequência de postagens pode ampliar a exposição, mas o vínculo depende de motivos para o público continuar acompanhando a empresa. Débora De Landa, empresária e fundadora da Joias Kether, afirma que participa diretamente da comunicação com os clientes e das transmissões ao vivo, respondendo perguntas e apresentando características das joias.

“O algoritmo pode levar a marca até o consumidor, mas não consegue construir confiança sozinho”, diz Débora. A presença da pessoa responsável pelo negócio pode fazer com que o contato não fique restrito ao momento da oferta.

2. Facilitar o contato antes da compra

A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostra que 29% dos consumidores apontaram a interação com o vendedor como uma das razões para comprar pelas redes sociais. Responder dúvidas antes da venda ajuda a diminuir incertezas, especialmente quando o produto exige mais informações ou envolve valor maior.

3. Apresentar o produto de maneira próxima da realidade

Comentários de outros consumidores foram consultados por 39% dos entrevistados, percentual igual ao dos que buscaram fotos dos produtos. O levantamento também aponta que 57% confiam mais em vídeos produzidos pelos próprios consumidores, enquanto 22% preferem produções profissionais.

Para Débora, transmissões em tempo real permitem mostrar detalhes e responder perguntas antes da decisão. A combinação entre demonstração e esclarecimento pode reduzir a insegurança do comprador.

4. Usar a reputação como parte das vendas

O Edelman Trust Barometer Special Report 2026, realizado com 17.688 pessoas em 15 países, apontou que 88% consideram a confiança na companhia importante ou decisiva para a compra. A qualidade foi citada por 89%, e o valor, por 88%.

Avaliações, experiências anteriores e coerência na comunicação, portanto, participam do processo comercial. A confiança deixa de ser apenas uma questão de imagem e passa a influenciar a escolha do consumidor.

5. Evitar que toda a estratégia dependa das plataformas

Acompanhar Instagram, Facebook e outras redes continua sendo necessário, mas a distribuição dos conteúdos está sujeita às decisões das plataformas. A orientação é usá-las para aproximar a empresa do público e fortalecer continuamente atendimento, relacionamento e credibilidade.

“Quem desenvolve autoridade, relacionamento e credibilidade continua usando as plataformas, mas deixa de depender exclusivamente delas”, afirma Débora. O alcance pode variar, enquanto a relação construída com o cliente contribui para manter a marca lembrada e procurada.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5