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Marcos Pollon nega repasses à entidade investigada pela Polícia Federal

Deputado afirma que emenda de R$ 1 milhão não foi transferida à Academia Nacional de Cultura e acabou destinada a hospital.

Marcos Pollon nega repasses à entidade investigada pela Polícia Federal
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Marcos Pollon negou ter feito repasses à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 10. A organização está ligada à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação da PF afirma que Pollon teria assinado emendas parlamentares para a ANC. As informações constam de um relatório usado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a operação contra o deputado Mário Frias, Karina e outros alvos.

Emenda para projeto cultural

Pollon disse que indicou, em 2023, uma emenda de R$ 1 milhão para o projeto Heróis Nacionais, com pagamento previsto para o início de 2024. Segundo ele, o recurso seria encaminhado por meio do Governo do Estado de São Paulo para uma iniciativa de alcance nacional, voltada à produção de uma série documental sobre personagens da história brasileira, entre eles Padre José de Anchieta e Dom Pedro I.

O deputado afirmou que o projeto não saiu do papel e que nenhum valor da emenda foi repassado à ANC. Ele declarou ter solicitado ao governo paulista a realocação do recurso para o Hospital de Amor de Barretos, instituição que atende pacientes de Mato Grosso do Sul em tratamento contra o câncer.

“Como o projeto não saiu do papel”, afirmou Pollon ao explicar a mudança na destinação da verba.

Questionamento sobre o destino da verba

O relatório da PF também registra que Pollon é eleito por Mato Grosso do Sul, enquanto Bia Kicis representa o Distrito Federal, embora as emendas analisadas tenham sido destinadas a São Paulo.

Em resposta, o deputado argumentou que a emenda foi indicada em 2023, antes da decisão relacionada à ADPF 854, que estabeleceu restrições à destinação de emendas para outros estados em agosto de 2024. Pollon também citou a ressalva para projetos de alcance nacional.

“Querem usar uma regra criada depois para colocar sob suspeita uma emenda indicada antes de essa regra existir”, disse o deputado.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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