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PF investiga possível tentativa de influência de Vorcaro sobre Toffoli

Mensagens analisadas pela Polícia Federal relacionam o banqueiro a uma possível interferência em julgamento sobre precatórios do setor sucroalcooleiro.

PF investiga possível tentativa de influência de Vorcaro sobre Toffoli

A Polícia Federal investiga se Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, tentou influenciar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, durante um julgamento sobre precatórios do setor sucroalcooleiro. A suspeita aparece em um relatório da corporação, que analisou mensagens trocadas pelo banqueiro antes da decisão.

O processo envolvia a destilaria Alcídia, do grupo Atvos, em uma ação contra a União. A empresa buscava indenização por prejuízos atribuídos ao controle estatal de preços do setor durante a década de 1980. O caso poderia afetar uma carteira superior a 10 bilhões de reais em precatórios, que integrava os ativos contabilizados pelo Banco Master.

Mensagens e julgamento

Nas conversas examinadas, André Kruschewsky, então diretor jurídico do banco, perguntou a Vorcaro: “Vamos nos movimentar?”. O banqueiro respondeu que acompanhava o caso “mais do que imagina” e afirmou: “Toffoli virou o voto”. Depois, acrescentou que estava tratando do assunto.

Para os investigadores, o conteúdo indica uma possível tentativa de monitorar e interferir na posição do ministro. Kruschewsky também teria se oferecido para tentar retirar o processo da pauta. A PF avaliou que a conversa sugere que o então diretor jurídico aparentava ter acesso ao STF para atuar no andamento do julgamento.

A investigação comparou a decisão da Alcídia com outro processo semelhante, envolvendo a Raízen. Dias antes, Toffoli havia votado a favor da União nesse caso. Na retomada do julgamento da Alcídia, porém, o ministro votou a favor da usina, repetindo a posição adotada anteriormente em processos do mesmo tipo.

A Alcídia venceu o julgamento por 3 votos a 2. A decisão previa uma indenização bilionária paga pela União e tinha importância para o mercado de precatórios, no qual o Banco Master mantinha ativos superiores a 10 bilhões de reais.

A PF afirmou que os elementos reunidos não permitem concluir que houve interferência no voto de Toffoli. O relatório registrou que o episódio “demanda aprofundamento analítico”. O gabinete do ministro negou alteração de voto e declarou que ele manteve sua posição no processo da Raízen.

Relações investigadas

O relatório também menciona relações entre Vorcaro e pessoas ligadas a Toffoli. De acordo com a investigação, o banqueiro destinou ao menos 35 milhões de reais ao fundo Arleen, que tinha participação no resort Tayayá, empreendimento associado à família do ministro.

A PF levantou a possibilidade de Toffoli ser o beneficiário final do fundo. O ministro nega ter recebido valores de Vorcaro. As informações integram a análise das relações entre o banqueiro e Toffoli no contexto das investigações sobre o Banco Master.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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